09 de julho de 2026
Nacional

Destaque em CPI não ajuda reeleger parlamentares

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Alguns dos principais integrantes da CPI dos Sanguessugas não conseguiram ganhar, nas urnas, os votos necessários para permanecerem no Congresso Nacional nos próximos quatro anos. O presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), foi um dos que não conseguiu se reeleger à Câmara dos Deputados. Biscaia foi o 50.º deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, mas como o Estado tem direito a 46 vagas na Câmara, o parlamentar acabou derrotado.

O mesmo destino teve o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI. Ele ficou na 955.ª colocação entre os deputados federais de São Paulo, votação considerada inexpressiva diante da visibilidade que o parlamentar conquistou nos últimos meses - uma vez que o Estado elegeu 70 deputados para a Câmara.

O relator da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), também não conseguiu chegar ao segundo turno na disputa ao governo de Rondônia. Lando ficou em quarto lugar, com apenas 6,1% dos votos válidos, enquanto o candidato Ivo Cassol (PPS) foi eleito com 54%. Enquanto a maioria da chamada “cúpula” da CPI lamenta a derrota, dois parlamentares tiveram votações expressivas para voltaram ao Congresso em 2007.

O sub-relator Fernando Gabeira (PV) foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com mais de 290 mil votos. Assim como Gabeira, o vice-presidente da CPI, Raul Jungmann (PPS), se reelegeu à Câmara por Pernambuco. Jungmann ficou na 17.ª colocação entre as 25 vagas que serão preenchidas por pernambucanos na Câmara.

Correios

Quem também comemorou neste domingo o retorno à Câmara em 2007 foi o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP). Ele ganhou destaque no Congresso ao presidir o órgão durante as investigações sobre os deputados mensaleiros. Agora, vai novamente estar à frente do Conselho pelo menos até o final do ano, quando serão julgados os 67 deputados acusados de participação no esquema dos sanguessugas. Ex-sub-relator da CPI dos Correios, o deputado José Eduardo Cardozo (PT) também conseguiu se reeleger em São Paulo.

O mesmo destino teve o ex-relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB), o quinto federal mais votado no Paraná. Outro fenômeno de votos, ainda impulsionado pela CPI dos Correios e pela influência do avô no Estado, foi o ex-sub-relator Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL) - o mais votado na Bahia para retornar à Câmara. ACM Neto recebeu 436 mil votos, enquanto o segundo colocado à Câmara, Fábio Souto (PFL), conseguiu 297 mil.

O ex-presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT), não teve a mesma sorte. Delcídio, que durante os trabalhos da comissão se tornou conhecido em todo o País, não conseguiu disputar o segundo turno para o governo do Mato Grosso do Sul. Perdeu para André Puccinelli, do PMDB.