O prefeito Tuga Angerami (sem partido) vai enviar à Câmara Municipal de Bauru projeto de lei que extingüe os cargos de secretários adjuntos e as funções de comissão existentes na Secretaria das Administrações Regionais (Sear). A informação foi dada ontem à noite pelo chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli.
A cobrança foi feita durante a sessão legislativa da última segunda-feira pelo presidente da Casa, Antonio Carlos Garmes (PSDB). Canalli confirmou que o prefeito assumiu este compromisso durante a campanha eleitoral de 2004. “Em sendo compromisso de campanha, o prefeito já avisou que vai cumprir. Apenas o Executivo estava aguardando, no ano passado, o estudo para a reforma administrativa e, agora, com a implementação das primeiras mudanças de reestruturação o cargo de adjunto vai acabar junto com outros”, menciona.
Mas Paulo Canalli adianta que a extinção também vale para cargos de livre nomeação (de confiança) da Sear. “Todos os cargos desocupados pelo prefeito na semana passada das Administrações Regionais vão ser extintos também e vamos incluir no projeto de lei. O prefeito vai implementando as ações por setor, como foi determinado desde o final do ano passado”, informa.
Na semana passada, a administração extingüiu, por decreto, três Regionais da Sear, caindo o total de sete para quatro. Deixaram de operar as unidades do Centro, Jardim Redentor e Vila Independência. Permaneceram as Regionais da Vila Falcão, Jardim Bela Vista, Parque São Geraldo e Núcleo Mary Dota.
O Gabinete do prefeito admite que outras pastas vão passar por reestruturação. Mas Canalli comenta que não há previsão neste momento para cortes. O governo ainda tenta, com as medidas, buscar reduzir despesas para fechar as contas do final deste ano. A execução orçamentária provocou um buraco de até R$ 8 milhões que precisam ser recuperados para cumprimento das obrigações constitucionais com a educação.
A situação de déficit levou a administração a efetuar cortes em programas de várias secretarias. Alguns secretários reclamam que a questão teve origem em problema de planejamento financeiro do orçamento, descoberto somente agora, o que gerou prejuízos a programas já previstos e outros em andamento.