11 de julho de 2026
Política

Vistoria em áreas invadidas por grileiros vira “passeio”

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

Na prática a vistoria que a Polícia Ambiental realizou ontem, nas áreas invadidas do Parque Ecológico, virou um “passeio no parque”. Sem a possibilidade de agir, porque a legislação só permite atuação em casos de flagrante delito, a Polícia Ambiental limitou-se a explicar aos convidados por que não pode simplesmente tirar os invasores do local, que é área de preservação. Ao todo são 30 hectares de área que estão em poder dos grileiros.

Além da Polícia Ambiental, estiveram no Parque Ecológico o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Barbieri, os vereadores João Parreira de Miranda (PSDB) e Arildo Lima Júnior (PP), representantes da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) e do Departamento de Proteção aos Recursos Naturais (DPRN).

De concreto mesmo, apenas o agendamento de reunião para a próxima quarta-feira, dia 11, às 19h, na Câmara Municipal. Além dos representantes de órgãos que estiveram ontem no Parque Ecológico, serão convidados procuradores municipais e o Ministério Público. O objetivo, segundo o vereador João Parreira, é buscar soluções e preparar uma ação integrada entre Polícia, Prefeitura, Ministério Público, Câmara Municipal, Cetesb e DPRN. “Se não houver ação coordenada, vai ficar como está. Não dá para falar em culpados”, disse.

O Capitão PM Marcelo Sanches, comandante da Polícia Ambiental, afirmou que é preciso distribuir as responsabilidades de cada setor para tentar solucionar o problema.

“A atuação da polícia é subsidiária. Desde 2001 nós já lavramos 12 Boletins de Ocorrência, mas a atuação tem que ser conjunta. A prefeitura, por exemplo, tem poder de polícia administrativa, porque esta área pertence a ela. Outra coisa que atrapalha é a lentidão das pendências judiciais, que colaboram com o problema”, disse.