Rio - As mulheres chefes de família correspondiam em agosto deste ano a 29,6% do total de brasileiras ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto traçou um perfil dessas mulheres, que são as principais responsáveis pelos seus domicílios, e revelou que, em geral, elas têm 40 anos ou mais de idade.
A metade delas não tem cônjuge e mora com seus filhos. Apesar disso, a pesquisa aponta que essas mulheres têm rendimentos menores que aquelas que moram sozinhas ou as que moram com o cônjuge. Enquanto as sem cônjuge e com filhos recebiam em agosto R$ 827,36 em média, as com cônjuge tinham um rendimento de R$ 867,35 e as sós recebiam R$ 1.270,08.
Em média, as chefes de família tinham 8,7 anos de estudo, o que significa ensino fundamental completo, e a maior parte trabalhava na informalidade ou tinha uma inserção precária no mercado de trabalho. Entre as mulheres chefes de família em todo o País, 21,9% eram empregadas domésticas. Por outro lado, a pesquisa constatou que as mulheres responsáveis pelos seus lares têm rendimentos melhores quando comparados aos rendimentos das mulheres ocupadas em geral.
Enquanto 78,6% das chefes de família recebiam menos de três salários mínimos, entre as mulheres ocupadas esse percentual subia para 81,6%. Além disso, 12,7% das trabalhadoras principais responsáveis pelos seus domicílios obtinham rendimentos iguais ou superiores a cinco salários mínimos, percentual superior ao estimado para a população feminina ocupada na mesma faixa de rendimentos (10,4%). A pesquisa revela que a participação dos rendimentos das chefes de família correspondeu em média a 70% do rendimento do domicílio no total das seis regiões.
Mulher baiana
A região metropolitana de Salvador tem a maior parcela de mulheres chefes de família entre as ocupadas brasileiras, segundo o IBGE. Salvador é também a região em que há o maior nível de chefes de família com maior grau de escolaridade. Lá o percentual dessas mulheres com 11 anos ou mais de estudo é de 51,6%.
A região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, tem o maior percentual de mulheres chefes de família com menos de oito anos de estudo: 44,8%. No entanto, de uma maneira geral, as trabalhadoras responsáveis pelo seu domicílio têm nível de escolarização mais baixo que as mulheres ocupadas.
A pesquisa revela que a participação dos rendimentos das chefes de família correspondeu em média a 70% do rendimento do domicílio em agosto no total das seis regiões.