08 de julho de 2026
Geral

Sindicato desconhece práticas relatadas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sintraemfa), Heitor Theodoro, que trabalha na unidade local, afirmou à reportagem não ter presenciado casos de maus-tratos ou tortura em Bauru.

“Cabe a quem está denunciando, comprovar. Se elas existem, devem ser investigadas. Nós não compactuamos com torturas, mas nunca vi”, diz. De acordo com ele, que em outras gestões denunciou casos de abusos, o trabalho da unidade não depende uma só pessoa ou de um grupo pequeno deles, mas de toda equipe.

Ele reitera a existência de projeto pedagógico, também confirmado por ex-internos e pais de internos. “Estão implantando vários outros projetos e o número de trabalhadores afastados é menor (em relação a outras gestões)”, acrescenta Heitor.

A reportagem tentou contato com o diretor da unidade, Antonio Alfredo Costela Parras, mas não o encontrou. Antes de assumir o cargo, ele trabalhou anos na corregedoria da instituição e, no início da década de 90, foi diretor de disciplina e segurança do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru.

O afastamento do diretor é preventivo e visa dar maior transparência às investigações que serão feitas pela corregedoria da instituição, informa a assessoria de imprensa da Febem. Assume a direção de Bauru a funcionária Juliana Rosa, que dirigia a unidade Rio Novo, na cidade de Iaras.

Nos bastidores, comenta-se que a troca tenha motivações políticas. Além de disputas internas à instituição, o afastamento imediato de Parras também seria um modo de preservar o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato à Presidência da República.