09 de julho de 2026
Regional

Hanseníase é menor na região do que no restante do Estado

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A incidência de casos de hanseníase na região de Bauru é menor do que no Estado de São Paulo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal um caso para cada grupo de 10 mil habitantes.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, em 2005, o coeficiente de incidência da doença na região é de 0,45, menor ainda do que os 0,49 do Estado. Das 24 regiões do Estado de São Paulo, 18 eliminaram a hanseníase como problema de saúde pública. As demais estão próximas de atingir o índice.

O estudo da Secretaria da Saúde aponta como a melhor região a de Franco da Rocha, com coeficiente de incidência 0,08, seguida pelo Grande ABC, com 0,24 e Capital e Osasco, com 0,28.

A hanseníase, atualmente, atinge cerca de 1 milhão de pessoas no mundo, segundo a OMS. Estima-se que entre 2 a 3 milhões de pessoas estejam permanentemente incapacitadas pela doença.

O mês de outubro é dedicado para a conscientização da necessidade de diagnosticar a doença no início e do tratamento específico. Dando continuidade à campanha de 2005, com o tema “Difícil de falar, fácil de tratar”, todos os municípios estão sendo estimulados a fazer a divulgação dos sinais e sintomas da doença junto à população.

No Estado de São Paulo, a hanseníase está em queda. Em 2003, foram registrados 2.819 novos casos da doença. No ano seguinte, este número caiu para 2.623. Em 2005, foram registrados 2.438 novos casos.

Mesmo com indicativos decrescentes para a doença, a Secretaria entende que a hanseníase precisa ser constantemente monitorada. Para os técnicos da área da Saúde do Estado, os dados apontam que a forma de tratamento tem dado resultado. Porém, a redução no número de casos é possível pela detecção, controle e tratamento da doença.

Entre os sinais que indicam a hanseníase destacam-se: manchas na pele que não doem, não incomodam e não coçam; dormência ou formigamento; e falta de sensibilidade ao se cortar ou se queimar.