08 de julho de 2026
Nacional

IPCA acelera e registra alta de 0,21%

Por Clarice Spitz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou e registrou em setembro inflação de 0,21%. No mês anterior, a inflação medida pelo índice havia ficado em apenas 0,05%. A taxa está está acima das previsões do relatório de mercado elaborado pelo Banco Central (BC), que projetavam inflação de 0,16% no mês passado. O IPCA serve de referência para a meta de inflação do governo, que é de 4,5% neste ano. De janeiro a setembro, a taxa acumula alta de 2% e, em 12 meses, de 3,70% - menor desde junho de 1999.

A alta da inflação deve-se principalmente à elevação das despesas com cigarros, taxas de água e esgoto, artigos de vestuário e salários de empregados domésticos - que representaram a maior contribuição individual para a alta do índice e que continuam causando impacto devido ao reajuste do salário mínimo. Na comparação entre 11 regiões do país, a maior alta foi registrada no Rio de Janeiro (0,41%). Por outro lado, em Brasília houve deflação de 0,01%. Em São Paulo, a inflação foi de 0,18%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. O IBGE alterou a estrutura de pesos no cálculo da taxa. A partir de agora, o índice leva em conta os dados de gastos de consumo da Pesquisa de Orçamento Familiar de 2002 e 2003.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou avanço para 0,16% em setembro, ante uma taxa de -0,02% em agosto. No acumulado do ano, o índice chega a 1,32%. Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 2,86%.

Mais pobres

Neste ano, as famílias de baixa renda são as que mais se beneficiam da evolução dos preços, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou avanço para 0,16% em setembro, ante uma taxa de -0,02% em agosto.

No acumulado do ano, o índice aponta expansão de 1,32%, menos da metade registrada no mesmo período do ano passado (3,47%). Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 2,86%. “No ano, a inflação está bem menor em função principalmente dos alimentos e de alguns itens que cresceram e não fazem parte com a mesma importância da cesta de bens dessas famílias”, disse a coordenadora do Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos.

De acordo com Santos, os preços dos alimentos, que apontam queda de 1,65% no ano, correspondem a 26,92% do INPC. Por outro lado, itens como salários de empregadas domésticas, que acumulam alta de 8,46% no ano, tem um peso de apenas 0,84% no índice para as famílias com rendimento de 1 até 6 salários mínimo.