08 de julho de 2026
Geral

Aptidão define escolha para vestibular

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

As principais universidades do País encerram nos próximos dias as inscrições para o vestibular 2006. E é justamente nesta época que muitos vestibulandos estão passando pelo momento difícil de escolher qual profissão vão seguir na vida. Mas, qual será o critério de escolha da carreira usado pelos jovens? A reportagem conversou com alguns alunos do ensino médio e cursinhos da cidade e quase todos responderam o mesmo: eles escolhem a profissão pela aptidão. Em segundo lugar, prestam a atenção se a carreira escolhida oferece bom salário e emprego. Quando possível tentam aliar as duas coisas, ou seja, escolhem o que gostam de fazer e preocupam-se com o mercado de trabalho.

Os cursos de medicina, direito, administração, marketing e informática continuam sendo os mais procurados pelos jovens. As estudantes do 1.º ano do ensino médio Adrielle Aguiar, Daniela Santos Pereira e Giovanna Spiri, todas de 15 anos, já estão preocupadas com o vestibular. Giovanna até já fez prova como treineira. Daniela quer fazer medicina e Adrielle ainda não se decidiu. Mas ambas concordam em um ponto. “Vou escolher pela minha habilidade. Tem que gostar do que faz para dar certo”, diz Adrielle. Já no ensino médio, elas sentem a pressão do vestibular.

Fabiane Vieira, 17 anos, está no último ano do ensino médio e já se decidiu: “Vou ser fisioterapeuta”. Por que? “Gosto de esportes e já joguei basquete. Minha intenção é trabalhar como fisioterapeuta dos atletas”, garante. Para escolher a profissão, ela levou em consideração o amplo mercado de trabalho. E já faz planos: ela quer morar em Marília e cursar a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O sonho de Fabiane é o mesmo de quase todos os alunos, garante o professor de física de um cursinho pré-vestibular da cidade Jonas Kawasaki. “A maioria quer passar em vestibular de faculdade pública. É o sonho de todo vestibulando”, diz. Para ele, os cursos de medicina e engenharia são os mais procurados. Pensar no futuro, ou seja, nas oportunidades de conseguir emprego depois de formado está nos planos dos alunos, garante o professor.

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Família

A família, muitas vezes, é vista como vilã em época de vestibular. Cobrança, falta de paciência e estresse são os principais problemas relatados pelos adolescentes. Mas a família pode se tornar aliada em alguns casos. Para o estudante do 3.º ano do ensino médio Evandro Dionísio, 17 anos, o irmão foi um exemplo que o ajudou a definir a carreira.

“Meu irmão já é formado em educação física. Gosto do trabalho dele e resolvi seguir a mesma carreira”, conta o adolescente. Segundo ele, antes de definir a profissão, escolheu a área. “Gosto de esportes e da área biológica”, conta.

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Tempo curto

Era o tempo em que as colegas Gabriella Alegretti, Natália Picirili, Dayane Tavano, Mayara Tomazi e Carolina Maldonado conseguiam espaço para se distrair. Atualmente, elas fazem cursinho pré-vestibular e precisam organizar muito bem os estudos para conseguir algumas horas de lazer. Algumas ainda não decidiram a profissão que vão seguir, mas todas afirmam que em primeiro lugar está a aptidão. “Desde criança, gostava de inovar, criar. Hoje, cheguei à conclusão que as melhores profissões para mim seriam a arquitetura ou a publicidade”, afirma Gabriella.

Mas, para Mayara, nem sempre a aptidão da infância é a mesma da vida adulta. “Tem pessoas que sonham em ser médicos na infância, mas quando crescem enfrentam outra realidade. A faculdade particular é muito cara e nem sempre a pessoa consegue pagar. Para passar em uma pública, em muitos casos o aluno fica cinco anos tentando”, argumenta.

Todas concordam também sobre a realidade de ter que estudar muito.