Na madrugada da última quinta-feira, a residência de um agente da Polícia Militar (PM) sofreu três disparos. Ninguém saiu ferido; os autores dos tiros só conseguiram causar danos a um carro que estava na garagem. Apesar de não haver provocado vítimas, a ação criminosa – ocorrida no bairro Padre José Augusto Sani, zona oeste de Jaú, foi retaliada na manhã de ontem.
Por volta das 6h, sete residências foram ocupadas por cerca de 40 agentes civis e militares. Amparados por mandados judiciais, eles buscavam indícios que pudessem levar ao autor dos disparos, que seria uma pessoa ligada ao trafico de entorpecentes na cidade.
“Há grandes chances de que os tiros à casa do agente tenham sido uma represália ao forte trabalho de repressão a drogas feito pela polícia naquele local”, afirma o delegado Euclides Francisco Salviato, responsável pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú.
O saldo da ação foi a prisão de três homens acusados de tráfico de entorpecentes. Eles não tiveram a identidade divulgada pela polícia. Também foi apreendido um adolescente de 16 anos, que portava 32 pequenas embalagens de crack e cocaína, além de um revólver calibre 38.
Durante o depoimento, o garoto atribuiu a autoria dos disparos a um dos homens presos na ação. O acusado, por sua vez, tentou responsabilizar o menor. De acordo com Salviati, os dois teriam assumido participação no ato em conversas informais no bairro.
Familiares presentes na porta da Dise afirmaram desconhecer qualquer ligação dos acusados com o tráfico de entorpecentes. “Quem faz a limpeza lá em casa sou eu. Se tivesse droga, eu saberia”, reclamava uma mãe. Três dos acusados foram encaminhados a cadeias públicas da região. O menor foi liberado e permanecerá sob tutela de um adulto responsável.