Garça - A cidade de Garça (a 70 quilômetros de Bauru) se prepara para receber um novo espaço cultural, um teatro. A obra, iniciada há 10 anos, pode ser concluída até o início do ano que vem e vai movimentar outros segmentos. A expectativa é que o espaço seja inaugurado com uma peça da ‘namoradinha’ do Brasil, Regina Duarte.
A confirmação da presença da atriz global na cidade vai depender da data da inauguração da sala, que tem capacidade para 450 lugares. A conclusão da obra depende de recursos financeiros, conforme explica o prefeito, José Alcides Faneco.
“A fase de acabamento consome mais recursos. A compra das poltronas vai exigir verba de aproximadamente R$ 350 mil. Escolhemos uma das melhores, não a mais sofisticada, mesmo assim o custo é alto”, diz.
O teatro, que fará parte de um complexo cultural, será seguido da construção de uma sala de cinema, planeja o administrador público. “Já temos a Escola Municipal de Cultura Artística Aurélio (Naná) Zancopé, teremos o teatro e, posteriormente, vamos contar com a sala de exibição de filmes”, afirma.
A obra, que já teve seu custo alterado inúmeras vezes em função do longo tempo de construção, ainda exige revestimento acústico, assoalho de palco, cortinas e acabamento interno. A mecânica cênica está pronta e inclui camarins, coxia, sanitários e uma sala anexa para o desenvolvimento de oficinas culturais. “Começamos a construi-lo em 1996. Estamos no terceiro mandato não consecutivo. Na outra administração, a obra ficou parada. É difícil estimar o custo total”, pondera Faneco.
Independente disso, o prefeito se entusiasma ao dizer que o teatro terá o tamanho aproximado do existente em uma cidade maior da região. “Será bem estruturado, com 450 lugares. É mais ou menos o tamanho do teatro em Marília”, compara.
Com o teatro, os planos são de formar público interessado em cultura. “No Interior, de modo geral, a população tem acesso a música sertaneja, pop, rock, etc. Nós queremos trabalhar para que o morador de Garça conheça outras manifestações culturais”, afirma o prefeito.
Na preparação do público, o município conta com o auxílio da ONG Movimento Pró-Cultura, que já formou uma big band, que por sua vez é a semente de uma futura orquestra. “Começamos a formar pequenos grupos musicais com o ingrediente da inclusão social. Crianças que não teriam oportunidade de fazer um balé clássico, dança popular, tocar um piano, violino freqüentam a escola”, relata Faneco.