Os problemas da arborização urbana em Bauru vão além do baixo interesse da população pelas questões relacionadas ao meio ambiente. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) tem de conviver com permanente falta de recursos e pessoal.
Fiscais, por exemplo, são apenas cinco, que precisam dar conta de toda cidade – dois cuidam de áreas verdes e três de atividades poluidoras. Sem vistoria, atos como vandalismo ou podas irregulares acabam ficando sem punição.
Além de impedir que a fiscalização seja feita de maneira adequada, a falta de pessoal atrapalha o desenvolvimento de novos projetos de arborização na cidade. Um dos poucos realizados nos últimos anos ocorreu ano passado no distrito de Tibiriçá, quando foi feita a contagem e a identificação das árvores (cerca de 600 ao todo) existentes nos 2,5 quilômetros quadrados do bairro.
“Foi um trabalho que demorou um ano para ficar pronto. Para fazer algo semelhante no perímetro urbano de Bauru, seria preciso aproximadamente R$ 2 milhões”, calcula o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Barbieri.
A quantia torna-se mais vultuosa quando comparada ao orçamento que a Semma terá disponível no ano que vem. “Serão R$ 350 mil, para todos os projetos a serem desenvolvidos”, diz Barbieri, que é formado em engenharia florestal.
Ele poderia estar desanimado com a carência de recursos existente em sua pasta. “Mas não adianta ficar reclamando, o município tem outras prioridades, como saúde, educação”, ressalva.
Barbieri lembra que a carência de verbas não está restrita à sua secretaria. “O trabalho de toda prefeitura, em geral, é administrar a falta de recursos, não tem como fugir muito disso”, diz. Uma soluções apontadas por ele para problemas como o da arborização nos espaços públicos da cidade é a realização de parcerias com a comunidade.
“A participação de entidades como Lions, Rotary Club e associações de bairros é essencial para que projetos dessa área sejam bem sucedidos”, pensa. A Semma desenvolve atualmente um trabalho de arborização na Pousada da Esperança, que vem sendo feito numa iniciativa conjunta com o grupo Esperança da Pousada, composto por moradores do bairro.