11 de julho de 2026
Bairros

Secretaria luta contra a invasão das plantas exóticas

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Às vezes a arborização urbana enfrenta problema de falta, mas em outros a dificuldade está na sobra. Atualmente, uma das grandes fontes de preocupação para os funcionários da divisão de praças e áreas verdes (Dipave) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) é a proliferação de espécies exóticas invasoras.

O problema está na forma como essas árvores se disseminam. “Elas têm sementes com capacidade de germinação muito grande e são capazes de se desenvolver em qualquer tipo de solo”, explica Marcela Mattos de Oliveira Bessa, engenheira florestal da Semma.

A grande vilã entre as espécies invasoras é a leucena. Originária da América Central, a planta adaptou-se maravilhosamente às condições ambientais do Brasil, tanto que hoje em dia é possível encontrá-la em todos os cantos do País.

A preocupação que os especialistas cultivam em relação às árvores invasoras não é mero “patriotismo botânico”. “Plantas como a leucena inibem o desenvolvimento de outras espécies vegetais, em especial as nativas”, explica a engenheira.

O problema é tão sério que a lei municipal número 4.368, de 10 de fevereiro de 1999, que regula a arborização urbana no município, permite a remoção de espécies exóticas. “Mas só com autorização da Semma”, ressalva Bessa.

Segundo ela, a secretaria tem um projeto em estudo para substituição de plantas como a leucena das margens do Rio Bauru, no “canteiro central” da avenida Doutor Nuno de Assis. As árvores seriam substituídas por espécies nativas da região. “Isso é um trabalho que demanda tempo. Não dá para retirar todas de uma só vez, pois isso deixaria desprotegida a beira do córrego”, pondera Bessa.

Ela lembra que, apesar dos problemas que causam com sua proliferação desenfreada, espécies exóticas como a leucena acabam sendo solução para a falta de árvores em determinados locais da cidade.

“Nas margens de alguns rios as árvores invasoras são a única proteção existente contra deslizamentos de barrancos”, diz Bessa.