O número sete tem muitas implicações na cultura. Alguns chegam a considerá-lo um número perfeito. Já houve filmes famosos como “A montanha dos 7 abutres” (com Kirk Douglas) e outros. Assistimos na TV “A casa das 7 mulheres”, que rendeu a um operoso advogado nosso amigo, que costuma levar processos para casa, a alcunha pelo qual é conhecido no escritório, de O homem das 7 contestações. Em Política, nos lembramos de um desconhecido político cuja citação veio à baila numa conversa entre vereadores no Congresso da Associação Paulista de Municípios, em Campos de Jordão. Tido como meio mandrake, comentou-se que ele gostava de se vangloriar de ter sido eleito graças às setenta aposentadorias que alegava ter conseguido. Como sete também é conta de mentiroso, mesmo tirando um zero, a se julgar que procedimentos como esse realmente tenham ocorrido, não é difícil imaginar nesse fato uma das causas do déficit de nossa definhada Previdência.
Rui Bertoti