São Paulo - A equipe da Polícia Federal (PF) em Cuiabá responsável pela investigação da compra de dossiê contra candidatos do PSDB relatou ontem a membros da CPI dos Sanguessugas que as notas de Real apreendidas com petistas em um hotel em São Paulo indicam que o dinheiro tenha vindo de fontes suspeitas. “É um valor muito grande de dinheiro em notas pequenas, o que pode indicar algumas fontes específicas, que lidam com grande montante de dinheiro, como casas lotéricas, casas de bingo ou pontos de jogo do bicho”, comentou o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE).
De acordo com o deputado, a equipe da PF em São Paulo deveria entregar ontem à coordenação das investigações em Cuiabá um relatório sobre a identificação da origem dos US$ 248 mil que também foram apreendidos com Gedimar Passos e Valdebran Padilha. A soma total em dólares e reais chegava a R$ 1,75 milhão.
O deputado Paulo Rubem ressaltou que a PF conseguiu avançar na investigação das relações entre Vedoin e o empresário Abel Pereira, que teria ligações com o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, ex-ministro da Saúde do governo FHC. De acordo com o relato dado aos deputados pelos investigadores, teriam sido encontrados depósitos em cheques da Klass, empresa do grupo Vedoin, em contas de empresas indicadas por Pereira.