09 de julho de 2026
Nacional

Número de resgatados sobe para 143

Por José Maschio | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Guarantã do Norte - A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou ontem mais 14 corpos na reserva indígena do Capoto-Jarinã, em Peixoto de Azevedo (MT). O número de corpos resgatados chega a 143, sendo que 107 deles já estão no Instituto Médico Legal (IML) de Brasília.

O acidente entre o Boeing-737/800, do vôo 1907 da Gol, com o Legacy, no último dia 29, provocou a morte de 154 pessoas. Ontem os militares em operação na reserva indígena receberam o reforço de 80 homens do Exército. No total, 180 homens, da FAB, Exército, bombeiros e peritos trabalham na base operacional da fazenda Jarinã, em Peixoto de Azevedo (741 quilômetros ao norte de Cuiabá).

No campo de provas Brigadeiro Velloso, na base aérea de Cachimbo (PA), outros 220 pessoas trabalham no suporte logístico e de saúde à operação. Um Hércules da FAB decolou anteontem para Brasília com 20 corpos.

Na base de Cachimbo, outros 36 corpos estavam prontos para serem levados. Nas operações de campo, estão sendo utilizados nove helicópteros da FAB e outros oito do Exército. Na principal clareira feita pelos militares para o resgate, malas com bagagens de passageiros estão sendo estocadas.

A FAB ainda não encontrou o cilindro da caixa-preta de voz, considerado fundamental para saber as condições em que o choque entre os aviões ocorreu.

Identificação

Das 154 vítimas do acidente com o vôo 1907 da Gol, 90 já foram identificadas por peritos de diferentes institutos da Polícia Civil do Distrito Federal. Só ontem, foram reconhecidos mais 29 corpos - 28 por meio de análise de impressões digitais e um, Daniel de Abreu Lleras, de cinco anos, por teste de DNA.

Até o final da tarde de ontem o IML de Brasília já havia recebido os restos mortais de 107 vítimas. O Instituto de Pesquisa de DNA Forense está fazendo teste de DNA para identificar mais quatro vítimas.

De acordo com o IML, 58 corpos já haviam sido retirados por familiares do instituto até ontem, para serem enterrados. Entre as vítimas reconhecidas ontem está o co-piloto Thiago Jordão Cruso, 29 anos. Os peritos já haviam solicitado teste de DNA para identificá-lo. Mas, ontem, chegaram ao IML os dados das impressões digitais contidos na carteira de identidade do co-piloto, e foi possível fazer o confronto das impressões.

A análise das impressões digitais, feita por peritos papiloscopistas, é o primeiro método usado para identificação de corpos, em razão da rapidez do trabalho.