11 de julho de 2026
Nacional

Governo investiga mortandade de peixes no Rio Grande do Sul

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Porto Alegre - A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) investiga as causas da mortandade de milhares de peixes no rio dos Sinos, na região metropolitana de Porto Alegre. O desastre ambiental pode ser o mais grave dos últimos dez anos. A suspeita é que resíduos industriais tenham sido jogados no rio.

O técnico Henrique Luis Roessler, da Fepam, disse que o problema foi constatado no sábado à tarde, durante um passeio do barco do Instituto Martim Pescador, que trabalha pela preservação da bacia hidrográfica do rio do Sinos. Técnicos da Fepam e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Leopoldo percorreram um trecho de dez quilômetros do rio anteontem.

O trecho onde a situação está mais crítica, segundo eles, fica entre os municípios de São Leopoldo e Sapucaia do Sul (30 km de Porto Alegre). Foram encontrados peixes mortos de pelo menos dez espécies, entre as quais jundiás, dourados e grumatãs.

O ponto de onde os detritos industriais mais saíram, segundo as primeiras conclusões dos técnicos, é o arroio Portão, que drena os municípios de Portão, Estância Velha e parte de Ivoti, chegando ao rio do Sinos no limite entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul.

De acordo com os técnicos, com o excesso de carga poluidora, os peixes ficam sem oxigênio e sobem à superfície, onde acabam morrendo. Foram recolhidas amostras das águas para exames aprofundados.

Estações de captação já foram alertadas para que verifiquem a qualidade da água. Cerca de 1,3 milhão de pessoas são abastecidas pelo rio do Sinos.