08 de julho de 2026
Turismo

Portal da fé e da Amazônia


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Durante meses tudo gira em torno do “Círio”, no Pará, um dos maiores Estados em extensão territorial do Brasil e que abriga, também, o maior município do mundo, Altamira. Enquanto as famílias discutem a roupa que irão vestir para reverenciar Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira dos rios amazônicos, reservando o pato no tucupi para o almoço de domingo, os turistas programam excursões pelas belezas paraenses, incluindo temporadas de pesca junto aos rios.

Belém é a entrada natural da Amazônia e é por onde começa a fantástica viagem pela região mais fascinante do planeta. Além da Ilha de Marajó e de Tapajós, lugares já narrados no suplemento, Altamira, cidade visitada por muitos bauruenses ao longo de décadas, é literalmente um mergulho na cultura indígena, no carimbó, na sua culinária inconfundível e no Xingu, um rio caudaloso que oferece pescarias geniais.

Quem se amarra em rios, cachoeiras e pesca não deve perder os atrativos de Altamira, no Pólo Xingu, lugar onde a natureza exuberante ainda se mostra em estado puro. Localizada no Oeste do Pará, a 512 quilômetros em linha reta da Capital, Belém, ou a 720 quilômetros pela rodovia que passa por Tucuruí, Altamira reserva aos visitantes cachoeiras, pesca em 20 rios e igarapés (o Xingu é o principal) e praias sazonais, onde na época da seca (o verão paraense) ocorre a desova de tartarugas. Espetáculo mágico que encanta quem atravessou o Brasil para descobrir seus segredos.

Para se chegar à cidade através de Belém leva-se em torno de uma hora de avião e 20 de ônibus, por conta dos longos trechos da “Transamazônica”. Conhecida como a “Princesinha do Xingu”, a cidade tem orgulho de ter herdado a tradição indígena, ainda presente em sua culinária saborosa e exótica, e uma história que remonta aos jesuítas.

Hoje, por conta da reclassificação das regiões paraenses pelo Governo do Estado, Altamira faz parte do Pólo Xingu – são seis ao todo -, tem excelente infra-estrutura, bom comércio, hotéis e meios de transporte. E atrai os turistas, especialmente pela pesca esportiva que pode ser praticada como relax nas águas esverdeadas dos rios que a banham, principalmente no colossal Xingu.

Além da pesca, oferece 21 quedas d’água perfeitas para banhos revigorantes ( Cararaô, Anajás, Paz, Paca, Xiluá, Espelho, Araraquara, Araras, Cachimbo, Cantagalo, Comprida, Alta, Seca, Bonfim, Desvio, São Jorge, Pancada, Juvilância, Terra Preta, Iriri Velho, Cobras, Juruá, Periqui e Cachoeira Grande) e praias de areias claras e finas como Besouro, Milico, Alta, Grande, Paraíso, Sossego, Maranta, Pedreiro e Gorgulho da Rita.

*Colaboração: Paratur