07 de julho de 2026
Turismo

Os índios e o parque

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

As florestas paraenses ainda abrigam áreas indígenas como Arara, Arara 1, Arawetê, Baú-Menkraghoti, Curuá, Kararaô e Koatinemo, que continuam exercendo grande influência na cultura altamirense.

Quem conhece a cidade não pode deixar de visitar o Museu do Índio, que exibe farto artesanato e peças confeccionadas pelos índios da tribo assirini, utilizando caroços de tucumã, espinhas de peixe, talas e argila.

Trabalhos artesanais que podem ser comprados na Feira de Artesanato, realizada na orla do cais, nos finais de semana, e que envolvem cestas, louças, maracás, colares e cerâmicas indígenas.

A herança indígena continua presente nos traços de sua população, de 86 mil habitantes (0,5 habitantes/km2), que apresenta uma diversidade étnica marcada por caboclos (mestiço de branco com índio), mamelucos (cruzamento de branco com índio) e cafuzos (preto com índio), descendentes de índios que habitavam a região.

A eles se somaram muitos paulistas, cariocas, paranaenses, mato-grossenses e nordestinos, que na década de 70 saíram de seus Estados de origem para a construção da rodovia Transamazônica (a cidade também é conhecida como a Capital da Transamazônica).

Segundo a jornalista Benigna Soares, esse fato deu lugar a uma característica interessante, fazendo surgir hábitos e gostos diferentes, porém harmônicos. “Isso se vê em espaços públicos pelos diferentes estilos de vestimenta, em ambientes de lazer como os bares que tocam música ao vivo, com repertórios que passam pelo forró nordestino, o carimbó nortista ou sons mais sulistas.”