08 de julho de 2026
Turismo

O exuberante rio Xingu

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Antes de sua emancipação, Altamira pertencia ao município de Souzel. A divisão administrativa se fez necessária devido ao desenvolvimento do Alto Xingu e o nome da cidade foi escolhido por conta da visão que se tem lá do grande rio.

É impossível falar de Altamira sem abordar o rio famoso que empresta seu nome, inclusive, para a rua onde está localizado o Jornal da Cidade. O principal rio da cidade paraense tem 2.010 quilômetros de extensão, constituindo-se no principal vetor da economia e do turismo local.

O Xingu, responsável pela sobrevivência do povo paraense do Alto Xingu e o principal atrativo turístico da região, nasce no Mato Grosso, entre as serras do Roncador e Formosa e tem como afluentes os rios Batovi, Ronuro, Caluene, Pacajá-Grande, Fresco, Cana Brava, Ipixuna, Pontal e Iriri e deságua a 80 quilômetros em direção a Altamira.

Depois, direciona-se para o norte, penetrando até a foz do rio Amazonas pela margem direita, em frente à ilha de Gurupá, onde forma vasto e profundo delta de 5 quilômetros de largura. Próximo à sua foz, alarga-se, apresentando numerosos canais e enseadas, através dos quais se comunicam com os estuários dos rios Amazonas e Tocantins.

“O rio Xingu é um rio profundo e caudaloso e navegável nos seus primeiros 200 quilômetros (baixo Xingu) até a localidade de Belo Monte. Daí em diante, até Altamira, as cachoeiras são intransponíveis, com declive de 96 metros em relação ao nível do mar”, detalha a jornalista Benigna Soares.

O restante de seu curso até sua nascente é composto de inúmeras cachoeiras, tornando a navegação hostil, pois possui formação geológica rochosa e por ser um rio propício à geração de energia.