• Desinteresse
Alguns dos vereadores, membros da “supercomissão” formada para acompanhar a tramitação do Plano Diretor, compareceram para participar do segundo dia da oficina de capacitação realizada na própria Câmara. Apenas Marcelo Borges (PSDB), Majô Jandreice (PC do B) e Benedito da Silva (PSDB) estavam presentes, demonstrando que o interesse pelo assunto não era tanto assim. Vale apontar que Rodrigo Agostinho (PMDB) está junto ao grupo, tendo participado desde o início do processo.
• Discordância
Tem vereador que não está de acordo com a realização de audiências públicas para apresentar emendas ao projeto de lei do Plano Diretor. A obrigatoriedade das audiências foi confirmada pela advogada Ernestina Gomes de Oliveira, contratada pela Frente Nacional de Vereadores pela Reforma Urbana (Fenavru) para realizar a oficina de capacitação. Ou seja, ou cumpre o que está no estatuto das cidades ou torna o Plano Diretor ilegal.
• Sem urgência
Por outro lado, os vereadores ouviram da advogada algo que os deixou satisfeitos - que o Plano Diretor não pode ser aprovado em regime de urgência, mas deve ser discutido amplamente, sem pressa, desde que não ocorram subterfúgios para que ele fique, propositadamente, parado.
• Metafóricas
Usando de uma metáfora futebolística, o promotor de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro, fez uma avaliação da situação das invasões de terra em Bauru. “Nós somos um time de futebol desorganizado, desentrosado, e o time adversário (os invasores) está muito bem organizado”, disse ele, para reforçar a necessidade de ações conjuntas das autoridades.
• Puxão de orelha
Já o promotor criminal João Henrique Ferreira deu um puxão de orelhas no Poder Público municipal e nos proprietários de áreas invadidas. Para ele, a Prefeitura está acomodada com relação ao problema, já que não há ações criminais movidas contra invasores de áreas públicas.
• Clima tenso
Nem tudo foi tranqüilidade na reunião realizada no Ministério Público. O comandante da Polícia Florestal, capitão Marcelo Sanches, discutiu com o vereador João Parreira (PSDB), que tem cobrado ações mais rígidas da corporação contra anos de invasões em áreas de proteção ambiental. O capitão disse que a polícia está fazendo sua parte, mas tem várias limitações.
• Ligações 193
Não está sendo bem digerido pelo Gabinete da prefeitura a razão para a corporação dos Bombeiros ter tantas ligações de dentro para fora. Segundo uma pessoa da prefeitura (que paga a conta), a demanda pelo serviço deveria ser, na maioria, das ruas para dentro da sede e não o contrário registrado nas contas.
• Segundo grau
A comissão eleitoral da Associação dos Servidores mudou o edital para eleição dos conselheiros da Funprev, cujo processo está em andamento. É que a regra exigia no mínimo segundo grau para o servidor se candidatar. O presidente da comissão eleitoral, José Perea, lamenta que a eliminação da restrição nivele, por baixo, os candidatos, do ponto de vista intelectual, mas a limitação não será aplicada.