Para a diretora da rede do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Bauru e região, Zuleika Lemos Gonsalves, as escolas da entidade não devem perder alunos por conta das cobranças financeiras que começarão a partir do ano que vem.
“Essa transformação é extremamente positiva. Reforça a preocupação em oferecer o que há de melhor no sistema de ensino. Por isso, o número de alunos não deve ser afetado, muito pelo contrário. Essa nova proposta está valorizando a escola”, avalia.
De acordo com Walter Vicioni, coordenador de gestão e planejamento do Sesi e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em São Paulo, serão oferecidas em Bauru, inicialmente, 36 vagas para o ensino médio no período da tarde. Os estudantes terão direito de matricular-se num curso profissionalizante no período da manhã, no Senai. O número de vagas para o ensino fundamental, segundo Vicioni, aumentará conforme a demanda do município.
Em todo o Estado de São Paulo o Sesi disponibilizará 2.500 vagas para o ensino médio. No fundamental serão dez mil, isto é, cerca de 2.500 a menos da quantidade oferecida neste ano.
A dona de casa Kelem Gomide Marques acredita que não terá condições de manter os dois filhos na escola do Serviço Social da Indústria (Sesi), caso tenha que pagar as taxas.
“Temos uma renda de R$ 1.500,00, mas não será suficiente para bancarmos os estudos. Pagamos R$ 550,00 do financiamento da casa e o restante fica no supermercado, farmácia e para o pagamento de água, luz e telefone. Estou preocupada.”
Sua filha de 8 anos cursará no ano que vem a segunda série do ensino fundamental, e o filho de 3 anos será matriculado no ensino infantil. “Não sei se vou colocá-lo no Sesi. Se eu tiver que pagar, não vai dar, infelizmente”, completa.