08 de julho de 2026
Polícia

Jovem é assassinada no Jd. Marise

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A jovem Andréia Alves da Silva, 24 anos, foi assassinada com quatro tiros na madrugada de ontem, próximo à sua residência, na quadra 2 da rua Líbero Batini, Jardim Marise. A autoria e as razões do crime ainda eram desconhecidas até o fechamento desta edição, bem como a arma e o calibre utilizados, mas sabe-se que ela foi morta após ser alvejada por quatro de sete tiros disparados. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Segundo o boletim de ocorrência, Silva dormia em casa quando, por volta de 1h40, ouviu uma pessoa chamando por seu nome fora da casa. Após sair para verificar quem a chamava, a jovem teria sido surpreendida pelos disparos de quatro tiros, que a atingiram no ouvido, no peito, nas costas e na região da barriga. Outros três tiros acertaram um muro deixando marcas de balas, próximo ao local da ação criminosa.

Com o barulho dos disparos, ainda conforme o boletim de ocorrência, a mãe da jovem, Iracema Lotério da Luz, 57 anos, acordou e saiu de casa para ver o que havia ocorrido, quando deparou-se com a filha já caída no chão, a poucos metros da residência, com vários ferimentos espalhados pelo corpo. A polícia foi acionada, mas quando viaturas chegaram ao local, a jovem, que era mãe de uma menina de 11 anos, já estava morta.

O corpo de Silva será velado até as 8h da manhã de hoje, quando será enterrado. Mas ontem, durante o velório da jovem, familiares, parentes e amigos tentavam entender, incrédulos, os motivos do crime. Visivelmente abalada, a mãe de Silva contou à reportagem do JC que viu pouco do ocorrido. “Tomo calmantes para dormir que me deixam com sono muito forte. Por isso, demorei um pouco para levantar e não vi quase nada. Só ouvi um monte de tiros e, quando a vi, ela já estava caída no chão perto de casa”, ressaltou.

Amigos

Luz enfatizou que a filha, que namorava um presidiário, trabalhava como vendedora de filtros de água e era uma pessoa muito querida. “Ela tinha muitos amigos e era admirada por todos. Também tinha uma vida tranqüila, não dava trabalho para ninguém e não tinha inimizades. Além disso, ela nunca reclamou que havia brigado ou recebido ameaças de ninguém. Por tudo isso, não consigo imaginar os motivos de disso acontecer com ela”, enfatizou a mãe.

Moradores da região onde o homicídio ocorreu também se mostraram surpresos com a morte da jovem. “Ainda não estou acreditando que isso aconteceu e muito menos que foi com a Andréia. Quando soube da notícia fiquei espantada, pois ela era ótima pessoa e nunca brigou com ninguém, assim como a sua família”, destacou uma moradora, que não quis se identificar, e que também ouviu os tiros. “Estava cochilando em casa e acordei com o barulho dos disparos”, concluiu.