10 de julho de 2026
Nacional

Segundo ministros, resultado do Datafolha aponta para a reeleição

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) avaliou ontem que a pesquisa Datafolha - que indica vantagem de 11 pontos da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tucano Geraldo Alckmin - demonstra que o petista conquistou votos nas classes média e alta.

Segundo Tarso, é preciso ter cautela com os números, pois “pesquisa é uma fotografia do momento”, mas é possível dizer a partir dos dados que as condições de o presidente vencer a eleição estão dadas. “A pesquisa atingiu os que viram o debate, obviamente. Quem assistiu pertence a uma faixa de renda superior, onde estamos perdendo ou em condição de empate. Isso significa uma vitória para nós, que crescemos nesse meio”, disse Tarso.

O ministro afirmou que não conversou com o presidente sobre a pesquisa, mas que certamente ele deve ter a mesma impressão de todos os políticos de que pesquisa é o retrato do momento. “(A pesquisa) não quer dizer que Lula ganhou a eleição. As grandes possibilidades estão dadas, ele tem condição de ganhar, agora vamos trabalhar para consolidar a grande vitória”, afirmou.

Waldir Pires (Defesa) também comentou o resultado do Datafolha. “Foi excelente, significa que cada vez se consolida a convicção de que vamos conquistar nesse País o caminho democrático da afirmação da cidadania”, disse. O ministro indicou que a campanha do presidente Lula não deve ter grandes alterações com o início do horário eleitoral. O presidente vai continuar insistindo no debate sobre a comparação do seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique e da questão ética. Lula deverá acrescentar, porém, a discussão sobre a atuação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.

“O presidente Lula quer ir mais adiante na questão da ética. Queremos examinar a questão do PCC em São Paulo. Como é que um cidadão que está no governo há quase quatro anos, o seu partido teve 12 anos, não sabia de uma organização criminosa que tomava conta dos presídios em SP e do preparo de uma insurreição que ceifou milhares de vidas?”, questionou Tarso, em referência aos ataques do PCC no Estado.

Segundo o ministro, ao não conseguir evitar os ataques, Alckmin deu “um sinal de irresponsabilidade pública que é inadmissível”.