09 de julho de 2026
Geral

Fiéis católicos se emocionam com homenagens à padroeira

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Católicos lotaram ontem a praça que fica em frente ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida para recepcionar a imagem da padroeira do Brasil. A santa saiu da Paróquia Nossa Senhora das Graças acompanhada por uma carreata em direção ao Santuário.

A padroeira chegou ao destino exatamente às 11h50. Foi recebida com aplausos pela multidão, com músicas, inclusive o hino nacional, e fogos de artifícios. Antes de ser levada para dentro do Santuário, a imagem foi colocada em um altar improvisado do lado de fora para que fosse contemplada pelos fiéis.

No encerramento das homenagens, houve uma intensa queima de fogos. Na seqüência, foram liberadas dezenas de balões azuis e brancos enquanto era executada a música “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos, em um carro de som colocado em frente à igreja.

Entretanto, um fato curioso ganhou a atenção de todos que estavam na praça. Enquanto os balões eram soltos, um conjunto deles, em formato de um terço com uma cruz de isopor na ponta começou a subir. O vento deu uma certa colaboração para levantar os balões, cerca de 50 ao todo, mas não o suficiente para desviar dos coqueiros que existem na praça.

Para decepção geral do público, uma parte dos balões ficou enroscada nas folhas do coqueiro. Com certo sacrifício, uma pessoa conseguiu chegar até a cruz de isopor e vagarosamente foi puxando para baixo os balões, até eles se soltarem do coqueiro. Quando isso aconteceu houve aplausos.

Um poste no caminho

A alegria transformou-se logo em nova decepção. Na segunda tentativa de lançar o terço aos céus, a cruz de isopor enroscou no alto de um poste de iluminação, ainda na praça, e impediu que os balões subissem.

Desta vez, a cruz estava mais alta e não tinha como apanhá-la. Foi então que começaram a encaixar vários cabos de alumínio com uma vassoura na ponta (do tipo que se usa para limpar as teias de aranhas de tetos altos). A tarefa de fazer o terço subir tinha virado uma questão de honra.

Todas as pessoas na praça não desgrudavam o olho daquela imagem. Enquanto os balões se agitavam livres no ar, a cruz presa no poste impedia o vôo tão aguardado pela multidão. Nesse momento, ninguém mais prestava atenção na padroeira.

Com muito custo, a cruz se soltou do poste e os balões puderam subir livremente para delírio das centenas de pessoas que aguardavam ansiosas na praça por um desfecho feliz daquela batalha. Só depois disso a multidão se dispersou. Uma parte foi para casa, a outra foi para dentro do Santuário, para onde havia sido levada a santa.

Uma fila enorme se formou no corredor da igreja, com pessoas que queriam tocar a imagem de Nossa Senhora, cuidadosamente colocada na frente do altar. Enquanto uns pediam alguma graça para suas vidas, outros agradeciam as bênçãos alcançadas.

Foi o que fez a assistente administrativa Kátia Aparecida Franzé, 43 anos. Quando se viu de frente com a padroeira, colocou a mão direita sobre a santa demoradamente. “Vim aqui para agradecer”, contou ela ao Jornal da Cidade. E as bênçãos recebidas não foram poucas. “Ela (Nossa Senhora) sempre atende (aos pedidos). Basta ter um pouco de paciência e saber esperar”, recomenda. “Tudo tem um momento certo. Um dia (a bênção) chega”, afirma.