10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Enfraquecida, greve segue em Bauru

Por Luiz Galano | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar do movimento estar perdendo força nos últimos dias, os bancários completam hoje 16 dias de greve em Bauru. Anteontem, depois de uma assembléia realizada no final da tarde, a categoria decidiu que a paralisação continua hoje. Ontem as agências não abriram em função do feriado de Nossa Senhora Aparecida.

Na última quarta-feira, 12 das 44 agências do município não atenderam o público, correspondendo a 27% de adesão à greve. Na terça-feira, por exemplo, 16 agências não funcionaram. No início da mobilização da categoria, a paralisação chegou a atingir 28 agências bancárias na cidade.

Em alguns municípios da região, o movimento também vem enfraquecendo nos últimos dias. Na terça-feira, 11 agências bancárias ficaram fechadas, número maior do que o registrado anteontem, quando seis unidades da região permaneceram em greve.

Quatro agências da Caixa Econômica Federal, seis do Banco do Brasil e duas do Itaú mantiveram a paralisação em Bauru nesta quarta-feira. Na região, seis agências ficaram fechadas, entre as cidades de Agudos, Avaré, Lençóis Paulista, Fartura e Santa Cruz do Rio Pardo.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a assembléia de anteontem teve caráter apenas organizativo, pois já havia o consenso de que a greve continuaria hoje.

No início da campanha salarial, a categoria pedia reajuste de 10,96%, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aumento inferior ao reivindicado.

Na última terça-feira, representantes de alguns bancos aceitaram a proposta da Fenaban, que ofereceu reajuste de 3,5%, e saíram da campanha salarial. Como apenas os bancos estatais continuaram em greve, os sindicatos resolveram alterar as reivindicações para 30%.

“A proposta de 30% é uma perda que, na realidade, os bancos privados tiveram durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. No entanto, ela serve de base para os bancos do Estado, que tiveram perdas de até 90% no mesmo período”, explica Paulo Tonon, diretor do sindicato.

De acordo com ele, o órgão protocolou documentos pedindo uma audiência em Brasília para hoje, quando um representante de Bauru irá tentar uma negociação direta com diretores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Hoje haverá nova assembléia, às 17h, para analisar as negociações do dia. Caso não haja um acerto, a paralisação continuará por tempo indeterminado, segundo Tonon.

Em todo País, bancários de dez regiões decidiram manter a paralisação hoje nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além de alguns bancos estaduais.

No setor público, o movimento continua no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Bahia, Alagoas, Florianópolis (SC), Rio Grande do Norte, Campo Grande (MT), Sergipe e Piauí, pois nessas localidades os funcionários rejeitaram as propostas de reajuste salarial oferecidas pelas instituições.

Na cidade de São Paulo, os bancos públicos e do setor privado voltam a funcionar hoje. A paralisação também foi encerrada nessas instituições em outros oito Estados: Pará, Paraíba, Amapá, Ceará, Paraná, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, além do Distrito Federal.