11 de julho de 2026
Internacional

Autoridades iniciam investigação sobre choque aéreo em Nova York

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Autoridades americanas iniciaram ontem trabalhos de investigação para tentar definir as causas do choque de um pequeno avião contra um edifício residencial de 50 andares em Upper East Side, na ilha de Manhattan (Nova York), que matou o jogador de beisebol Cory Lidle, 34, dos Yankees, e seu instrutor de vôo.

Até o momento, a polícia não sabe quem estava pilotando a aeronave, mas Lidle tinha brêve. Testemunhas informaram que o piloto perdeu o controle do avião antes de se chocar contra o prédio.

O passaporte do atleta, que nasceu em 22 de março de 1972, foi encontrado próximo a um corpo carbonizado, que estava dentro de um pedaço da aeronave que caiu na rua após o choque. Lidle tinha brevê de piloto havia um ano.

O beisebol profissional dos EUA lamentou ontem a morte do lançador do Yankees Cory Lidle, vítima de uma colisão de seu pequeno avião contra um prédio de Manhattan, na véspera.

Lidle, 34 anos, veterano lançador com passagens por vários times, tinha como característica a bola lançada em curva, em vez dos velozes e fortes lançamentos de muitos outros de sua posição. Seus colegas se referiram a ele como um jogador falante e competitivo, um homem que amava a vida.

Há exatamente um mês, os EUA lembraram o pior ataque terrorista contra o país, quando aviões comandados por seqüestradores atingiram o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nas cercanias de Washington. O ataque deixou cerca de 3 mil mortos.

Acidente

O avião, um Cirrus SR20, decolou do Estado de Nova Jersey às 14h30 (15h30 de Brasília) desta quarta-feira. Após a colisão, imagens de TV mostraram janelas em chamas em dois andares do edifício The Belaire, que tem ao menos 50 andares e fica na rua 72, perto do East River. Os Bombeiros controlaram as chamas em 45 minutos.

O avião atingiu o 40º andar do prédio, que fica a cerca de 2,4 km da sede da ONU. A colisão causou um forte barulho. Pedaços de vidro e escombros se espalharam pelas ruas vizinhas. Parte do combustível do avião vazou após o choque, gerando focos de incêndio em ruas próximas ao edifício.

Moradores foram retirados do local, o tráfego interrompido e a região isolada. Não houve registro de caos, apenas acúmulo de pessoas curiosas na região da rua 72.

O governo não elevou o alerta de segurança do país e todos os aeroportos continuaram funcionando normalmente.