10 de julho de 2026
Nacional

Para Alckmin, Lula promove uma ‘campanha do medo’

Por Fábio Guibu | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

João Pessoa - O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) disse, em João Pessoa (PB), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva patrocina uma “campanha do medo” contra sua candidatura por levantar suspeitas de que, se eleito, o tucano privatizará estatais e acabará com projetos sociais, como o Bolsa Família. “É um absurdo esse jogo sujo”, afirmou Alckmin.

“Fico triste de ver o próprio candidato Lula dizer essas coisas sem a menor veracidade”, declarou. “Como eles não têm muito o que mostrar, ficam nessa campanha de criar medo. Campanha do medo. Olha, vão tirar isso, vão tirar aquilo, coisas que não têm o menor sentido, inclusive tornando programas sociais moeda de troca”, disse. O discurso de Alckmin lembra a campanha de 2002, quando o então candidato Lula acusou os tucanos, então no poder, de amedrontar os eleitores com suspeitas sobre um eventual desgoverno no caso de vitória do petista.

O fracasso da estratégia levou o atual presidente a criar um bordão de campanha: “A esperança venceu o medo.” Para o ex-governador de São Paulo, o uso desse recurso, hoje, mostra que seus rivais “estão com uma enorme dificuldade para criar uma mensagem nova, de esperança”. A campanha tucana, afirmou Alckmin, “vai falar de princípios, de valores”.

Alckmin também falou sobre as privatizações do governo de FHC (1995-2002), alvo de críticas da campanha petista. “Se estivesse errado, eles (o PT) tiveram quatro anos para reestatizar. E não reestatizaram.” O candidato voltou a criticar os ataques do PT e da campanha de Lula a seus familiares, feitos em boletim divulgado pela internet. Disse que não responderá às declarações no mesmo tom, mas afirmou que não aceitará o pedido de desculpas dos rivais.

Os ataques do PT citaram Sofia, filha de Alckmin, e a mulher dele, Lu. “Fazem as baixarias e depois vêm querendo dar uma de bom-mocismo, pedindo para retirar do site, querendo faturar dos dois lados”, afirmou. “Eu não sinto sinceridade nisso [nas desculpas], porque, todo dia, tem uma mentira diferente. Aí, quando acham que passaram um pouco do ponto, inventam essa história”, declarou o ex-governador de São Paulo.

Em João Pessoa, o tucano participou de uma carreata. Percorreu em carro aberto os 15 quilômetros que separam o aeroporto do centro da cidade. Depois, sempre ao lado do governador da Paraíba e candidato à reeleição, Cássio Cunha Lima (PSDB), fez uma caminhada no centro comercial. Em meio a um grande tumulto, ele cumprimentou eleitores em lojas e tomou café em um bar.