07 de julho de 2026
Politicando

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Quando os votos eram em cédulas de papel, a apuração manual demorava de dois a três dias, aumentando a ansiedade dos candidatos. Nas eleições municipais de 1988, no término do primeiro dia da apuração, encontro com o saudoso amigo e radialista Adriano Garcia, que estava com uma somatória razoável de votos para a vereança. Ao me ver, abriu o sorriso: - Ô “xonado”... se precisar de alguma coisa... estarei na Câmara...

- Calma... tem muita água para rolar...

- Que nada... tá um “pinga-pinga” muito bom... tô dentro...

No final da apuração, o amigo percebeu que o “pinga-pinga” havia secado e que não tinha conseguido se eleger. Realmente as apurações manuais eram muito mais emocionantes, sendo que muitas vezes o candidato ia dormir eleito e acordava derrotado.

Contada por Antonio Pedroso Júnior - chineloneles@hotmail.com