11 de julho de 2026
Economia & Negócios

A partir de 6ª feira, pão francês só poderá ser vendido por peso

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

A partir desta sexta-feira, dia 20, o consumidor não terá mais a certeza de que pagará R$ 1,00 por cinco pãezinhos (R$ 0,20 por unidade de aproximadamente 50 gramas). A venda passará a ser feita, obrigatoriamente, por peso, devido a uma determinação do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) divulgada pela portaria 146/2006. O objetivo principal é tornar a comercialização mais justa tanto para o vendedor quanto para o consumidor.

Quem deu o veredicto final para a aprovação da portaria foi a população, em votação feita pela Internet no site do Inmetro, conforme divulgado pelo Jornal da Cidade. Cerca de 70,34% das pessoas que participaram consideraram a venda por peso mais justa. Segundo o órgão, muitas padarias no Estado comercializavam o pão francês abaixo dos pesos padrões, que são de 50g, 100g, 200g, 300g, 500g e um quilo.

De acordo com o chefe de divisão técnica do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) em Bauru, Luiz Antônio Brizzi, o método anterior não consistia num parâmetro de venda exato. “Você vai pagar por aquilo que está levando, e vice-versa. Quando era por unidade, o pãozinho poderia estar abaixo ou acima do peso, configurando sempre num prejuízo para uma das partes”, afirma.

A fiscalização das padarias ficará a cargo do Ipem. Os estabelecimentos que não se adequarem à prática sofrerão punições. “O comerciante que não se adequar será autuado. A multa pode variar de uma simples advertência, até R$ 50 mil. Fatores como o porte da empresa e a reincidência serão levados em consideração para a elaboração da autuação”, revela Brizzi, que acredita que cerca de 50% dos 127 estabelecimentos do ramo na cidade ainda vendem o produto por unidade, deixando a adequação para a última hora.

Uma dessas padarias se localiza na Vila Rocha. Apesar de já ter comprado uma nova balança para se adequar à nova exigência, o proprietário, José Losnak, só irá vender o pão por peso a partir de sexta-feira. “Estou esperando exatamente por causa dos clientes, que já estavam acostumados com esse método”, diz.

No entanto, Losnak acredita que a medida torna a comercialização mais adequada para as duas partes. “Apesar do pão ser fabricado por uma máquina, é inevitável que ele tenha pesos diferentes. Por exemplo, se o meu pão pesa 60 gramas e um cliente leva dez, eu tenho um prejuízo de praticamente dois pães na venda. Se o peso fosse menor, o prejudicado seria o cliente”, aponta.

O proprietário de padaria acredita que os primeiros dias de venda por peso trarão alguns problemas. “Creio que haverá reclamação tanto pela demora um pouco maior, quanto por uma pequena diferença no preço”, afirma.

Josias Francisco da Silva, cliente da padaria de Losnak há alguns anos, exige que os preços se mantenham na média, assim como o tamanho do pão. “Compro cinco unidades todos os dias. Contanto que o preço continue na mesma faixa e o tamanho do produto não diminua, tudo bem. Caso contrário, acho que vai ter muita reclamação”, opina.