10 de julho de 2026
Polícia

DIG vai a Alagoas buscar acusado de liderar os ataques do PCC em Bauru

Por Thatiza Curuci | Colaborou Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Uma equipe da Polícia Civil de Bauru viajou ontem à noite de avião para Maceió (Alagoas) para buscar Ronaldo Calado Mendonça, 22 anos, que está preso naquela cidade. Ele é considerado o quarto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Bauru responsáveis pelos ataques ocorridos na cidade em julho, incluindo incêndios a ônibus.

O delegado Silberto Sevilha Martins, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), explica que Mendonça foi localizado em Alagoas após um exaustivo trabalho do Setor de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-4) de Bauru. “Desde os ataques, em julho, o Deinter vem trabalhando para identificar, localizar e prender os responsáveis pelas ações. E na quarta pela manhã, devemos chegar a Bauru com o último dos quatro identificados como líderes do PCC na cidade”, diz.

De Maceió a São Paulo, a equipe da DIG vai trazer Mendonça de avião. Da Capital a Bauru eles virão de viatura da Polícia Civil, com escolta. De acordo com o delegado, chegando a Bauru, Mendonça será enviado diretamente para o Centro de Detenção Provisória (CDP), onde aguardará julgamento. “Como ele é perigoso, será enviado diretamente para o CDP e não para a cadeia pública de Avaí, como aconteceria com um preso comum”, explica Martins.

Mendonça e outros três homens que já estão presos desde julho são acusados de formação de quadrilha e de ter causado nove incêndios em Bauru durante a segunda onda de ataques atribuídos à facção criminosa, em julho. Os outros três - Fabiano de Oliveira Tomaz, Alan Carlos da Silva e Jeferson Santana de Oliveira - foram detidos em ação conjunta das polícias Civil e Militar no dia 15 de julho, em um campo de futebol próximo a Guianás. Eles aguardam o julgamento presos.

Segundo o delegado titular da DIG de Bauru, a operação da prisão de Mendonça só foi possível com a colaboração da polícia de Alagoas. “Toda a documentação da prisão dele (Mendonça) foi enviada para Maceió. Assim que chegou, os policiais prenderam-no na praça em que foi encontrado”, explicou.

Encontrar o paradeiro do rapaz foi um trabalho exaustivo, segundo o delegado. Durou aproximadamente três meses. “Desde que ele fugiu, estávamos estudando os rastros do rapaz. Ele só foi encontrado na última sexta-feira à noite, e preso em seguida”, conta Martins.

Além de serem acusados de queimar cinco ônibus circulares em vários pontos da cidade, uma loja de conveniência, prédio da Regional do Parque São Geraldo e uma perua da prefeitura, eles também responderão pelo crime de formação de quadrilha e por pichações que aparecem na cidade em apologia ao PCC. Se forem condenados, cada um dos quatro acusados poderá pegar pena mínima de 30 anos.