09 de julho de 2026
Bairros

Queixa mais comum na região é cartela de comprimido danificada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Cartela de comprimido danificada é a principal queixa registrada na região de Bauru pelo Centro de Vigilância Sanitária Estadual, a partir de dados remetidos pelas farmácias notificadoras. A falta de comprimido na cartela, comprimidos quebrados, alteração de cheiro e cor dos medicamentos, além de falha na eficácia do remédio, também estão entre as cinco primeiras colocações no ranking de queixas.

A Vigilância Sanitária Estadual, no entanto, não informou quanto cada uma dessas notificações representa do total remetido por Bauru. Mas a farmacêutica Cristina Harue Hayashi confirma as cinco queixas como as mais comuns. No Estado de São Paulo, de 1 de maio de 2005 a 30 de setembro deste ano, foram notificados 392 casos.

O número não é considerado baixo pelo médico coordenador do núcleo de farmacovigilância da Vigilância Sanitária Estadual, Marcos Mendes. “Parece baixo, mas não é. Em relação aos outros 11 Estados, as notificações de São Paulo representam 90% (das encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão do Ministério da Saúde)”, diz.

De acordo com o médico, se um problema de reação adversa ao medicamento chega ao órgão do Estado, é estudado para que, num segundo momento, seja possível prestar informações científicas ao profissional de saúde que o remeteu. “Se for desvio na qualidade, a gente encaminha para a área específica para fazer o processo de investigação”, informa

Dependendo do caso, informa Mendes, a empresa, a distribuidora ou a transportadora é investigada. “A sanção depende de cada caso. Se (o problema) for mais simples, isolado, o corrigem e a gente faz a reinspeção. Em casos mais sérios, que podem gerar danos graves aos pacientes, eles são autuados de acordo com o previsto na legislação”, acrescenta o coordenador do núcleo.