07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Apenas cinco

A primeira reunião da Comissão Temporária de Acompanhamento do Plano Diretor levou cinco vereadores à Câmara Municipal, ontem de manhã. O detalhe é que a comissão é formada por 13 vereadores. Apenas Toninho Garmes (PSDB), por ser presidente da Casa, e Faria Neto (PDT), por ser suplente, não participam do grupo.

• Rocha vereador

Fontes do PSDB indicam que o superintendente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Reinaldo Rocha, quer ser candidato a vereador em 2008. Ao que parece, depois de ensaiar uma candidatura a deputado federal este ano, Rocha var tentar um posto para valer daqui a dois anos. Será? Dizer por dizer, também se fala que Nilson Costa vai concorrer à vereança...

• Páreo em Avaí

As más línguas contam que Reinaldo Rocha tinha pretensões de ser candidato a prefeito em Avaí, onde já ocupou o cargo, mas teria desistido depois de saber que o vereador Antônio Faria Neto (PDT) também está de olho na cadeira de prefeito daquele município. Lá, Faria seria imbatível...

• Incorporado

Por falar em Faria Neto, o vereador incorporou o discurso pela educação do candidato derrotado à Presidência da República Cristóvam Buarque (PDT). Na sessão de segunda-feira, Faria fez um discurso empolgado sobre os professores, em homenagem ao Dia do Professor, comemorado domingo passado.

• Dota retorna

O ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Dota, retorna ao PSB depois de vários anos. Ele foi eleito pela legenda e presidiu o Poder Legislativo em 1986 e 1988, ano em que surgiu a atual Constituição. Nesse meio tempo, seu filho Milton Dota Júnior também foi vereador.

• Sem audiências

O vereador João Parreira (PSDB) considera superada a posição de que a revisão do Plano Diretor depende de audiências públicas. De um lado, o tucano pondera que o Legislativo não vai se furtar de discutir o programa com a comunidade assim como, de outro, pontua que nenhuma norma federal pode impor a forma de tramitação de um projeto local.

• Zona urbana

Para o parlamentar, o importante é que o Plano Diretor garanta desenvolvimento equilibrado da cidade. Para isso, ele defende, por exemplo, que temas como a expansão do perímetro urbano sejam inseridos por lei própria, específica, e não pontualmente no projeto atual. Se o projeto restringe expansão em uma determinada região, não tem sentido destacar apenas uma gleba em determinada área.

• Custo do curso

A presença de representantes da Frente dos Vereadores (Frenavru) na cidade suscitou comentários sobre a aplicação dos recursos na “capacitação de parlamentares” para a elaboração dos projetos de Plano Diretor. A organização das oficinas recebeu dinheiro direto do Ministério das Cidades, mas não foi divulgado a quantia por curso em cada cidade.

• Críticas no ar

Há quem tenha ficado revoltado com a forma, assim como o conteúdo de algumas palestras. Em Bauru, por exemplo, mataram o programa pela metade e deram até palestra sobre “o papel do vereador”. E a discussão está só começando. A esta altura, começa a ficar claro que teremos de um lado os “desenvolvimentistas” e de outro os “urbanistas/ambientalistas” na discussão do Plano Diretor.