09 de julho de 2026
Nacional

Vantagem de Lula sobe para 19 pontos, aponta pesquisa do Datafolha

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A segunda pesquisa Datafolha após o debate na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), realizado no último dia 8, aponta que a vantagem do candidato petista subiu de 11 pontos para 19 pontos em relação ao adversário tucano. A pesquisa foi encomendada pela “Folha de S.Paulo” e pela TV Globo, e foi divulgada ontem à noite pelo “Jornal Nacional”.

A taxa de intenção de voto em Lula subiu de 51% para 57% - dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos. Já a taxa de intenção de voto em Alckmin oscilou de 40% para 38%. Considerando apenas os votos válidos - excluindo brancos, nulos e indecisos-, o candidato do PT à reeleição tem 60% contra 40% do ex-governador de São Paulo.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 56% dos votos válidos e Alckmin, 44%. Com isso, a vantagem de Lula sobre Alckmin subiu de 12 pontos para 20 pontos nos votos válidos. O Datafolha entrevistou 7.133 eleitores em 348 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Crítica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante comício em Manaus (AM), que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, não conseguirá governar o País porque “é um paulista com a cabeça na avenida Paulista”. “Eu sou pernambucano, devo tudo na minha vida para São Paulo (...), mas um paulista com a cabeça da avenida Paulista não conseguirá governar este país, porque não vai governar para o bem da República. Ele que vá para caravana primeiro para conhecer o País”, disse Lula, sem citar o nome do tucano.

“Porque pensa que para governar é só ter um curso universitário, é só conhecer os números? Número não tem importância. Para governar é preciso conhecer e saber bater o coração pelo povo extraordinário que é o povo brasileiro.” Ao citar a votação que obteve no Amazonas, Lula deu outra estocada no rival. “Vocês não têm idéia de como se sente um homem quando 78% do povo de um Estado decide votar nele e não em quem vê a Amazônia de uma janela da avenida Paulista.”

Lula criticou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), coordenador da campanha de Alckmin no Estado. No ano passado, Virgílio disse no Senado que seus filhos estavam sendo espionados pelo governo e que ele daria “uma surra” nos culpados. “Faria muito melhor se o líder da oposição do PSDB, que é senador por este Estado, em vez de passar o dia me xingando no Senado, tivesse junto com o governador Eduardo Braga (PMDB) e o senador Gilberto Mestrinho (PMDB) ajudando a fazer as coisas pelo Amazonas.”

Por telefone, Virgílio afirmou que Lula revelou “desapreço pelo processo democrático”. “É triste ver uma pessoa que dirige um governo cheio de mazelas ir à minha terra me insultar.”