09 de julho de 2026
Polícia

Acusado de coordenar ataques do PCC chega e vai depor amanhã

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

O quarto acusado de ser um dos mandantes dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Bauru no último mês de julho, Ronaldo Calado Mendonça, 22 anos, chegou ontem à cidade sob a escolta da Polícia Civil. Ele, que foi preso em Maceió (AL), nega participação nos crimes de incêndio a cinco coletivos, a um carro e a um prédio da prefeitura, e a uma loja de conveniências (veja entrevista). Mendonça está preso preventivamente e deve ser interrogado amanhã, no Fórum de Bauru.

Mendonça, cuja família mora em Bauru, foi preso na última sexta-feira em Maceió. Uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foi deslocada àquela cidade para buscar o acusado de avião. O grupo pousou ontem em São Paulo às 7h e chegou a Bauru por volta das 11h, num comboio de três viaturas escoltado por nove policiais.

Conforme o delegado Silberto Martins Sevilha, titular da DIG, as investigações já estão concluídas. “A polícia o considera como um dos mandantes dos atentados”, ressalta.

O delegado também informou que o acusado estava em Maceió há mais de um mês, embora ele afirme que havia se mudado para lá há cerca de dez dias. A polícia levou cerca de três meses para descobrir seu paradeiro e capturá-lo numa praça da capital alagoana.

Desde de julho, estão presos os outros três acusados – Fabiano de Oliveira Tomaz, Alan Carlos da Silva e Jeferson Santana de Oliveira. Além de serem acusados dos ataques criminosos do último mês de julho na cidade, também responderão pelo crime de formação de quadrilha e por pichações feitas em alguns prédio do município em apologia ao PCC. Se condenados por todas acusações, poderão pegar pena mínima de 30 anos de prisão. O advogado de Mendonça preferiu não falar com a imprensa.

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‘Não estou envolvido’

Em entrevista ao JC, Ronaldo Calado Mendonça, 22 anos, afirmou não ter envolvimento com os atentados ocorridos em Bauru no mês de julho. Ele também frisou que nunca manteve nenhum tipo de relação com integrantes da fação criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Confira os principais trechos.

JC - Qual o seu envolvimento com o PCC?

Ronaldo - Não tenho nenhum envolvimento. Não tive participação nenhuma nos ataques em Bauru.

JC - Você conhece alguém da facção?

Ronaldo - Não tenho envolvimento com o crime. Não tenho conhecimento.

JC - E os outros três que foram presos?

Ronaldo - Não tenho conhecimento. Tenho família, não me envolvo nisso aí. Não preciso do crime para me manter.

JC - Onde você estava nos dias em que ocorreram os ataques?

Ronaldo - Estava em casa. Sou inocente, tenho família, uma mulher, um filho de um ano e sete meses. Sou inocente.