09 de julho de 2026
Nacional

Marinha encerra buscas ao Seneca

Folhapress
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São Paulo - A Marinha anunciou ontem que encerrou sua participação nas buscas ao Seneca e aos três tripulantes que continuam desaparecidos desde a sexta-feira no litoral do Espírito Santo.

O motivo, de acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Fernando Alberto da Costa, é que "foi coberta toda a área onde era provável que os corpos ou partes flutuantes da aeronave pudessem estar". No quinto dia de buscas, mais um pedaço de uma das poltronas do avião foi localizado na praia de Manguinhos, que fica no município de Serra (21 km de Vitória).

Anteontem um outro fragmento de poltrona havia sido encontrado na mesma região, onde no domingo foram encontrados três dos seis ocupantes do avião. As buscas pelo Corpo de Bombeiros serão retomadas hoje nessa área, num perímetro demarcado por GPS (sistema de posicionamento global por satélite). Uma mancha de óleo avistada num sobrevôo da Força Aérea Brasileira (FAB) na praia de Jacaraípe, próxima à de Manguinhos, mobilizou ontem uma equipe de mergulhadores dos bombeiros, que nada encontraram.

Os três ocupantes resgatados no domingo: Alduíno Oliveira de Souza, 26 anos, sua namorada, Luana Pimentel Guimarães Santos, 25 anos, e sua mãe, Ronilda Terezinha Oliveira Souza, 48 anos seriam transportados ontem à noite de carro para o Rio de Janeiro, onde a família iria enterrá-los.

Ainda faltam ser localizados Alduíno Coutinho de Souza, 48 anos, Rafael Oliveira de Souza, 24 anos, e a sua namorada, Fátima Campos Lopes, 26 anos. Major da reserva da Aeronáutica, Alduíno era o proprietário e piloto da aeronave, marido de Ronilda e pai e Alduíno e Rafael. O avião desapareceu dos radares e perdeu comunicação via rádio na sexta à noite, minutos após ter decolado de Vitória, onde fizera uma escala. Os seis tripulantes viajavam do Rio de Janeiro para Porto Seguro (BA).

O avião havia passado recentemente por uma revisão. A FAB depende da localização e resgate da aeronave para poder traçar a hipótese sobre o que provocou a sua queda, a partir do exame do painel de controles e dos motores. O Seneca não possui caixa-preta, que em aviões maiores guarda os registros das marcações nos instrumentos e conversas da tripulação com órgãos de controle aéreo.