09 de julho de 2026
Gastronomia

Arroz Maravilha

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 8 min

Ele é o alimento mais consumido no mundo. Muito mais do que o macarrão e o pão. E está com preços especiais nos supermercados, por conta da grande produção que se concentra essencialmente no Rio Grande do Sul.

Com mais de 5 mil anos de história, o arroz continua fazendo o seu papel de personagem central. Ou seja, de nutrir as mais diversas populações. Sejam elas asiáticas, ocidentais ou orientais.

Chineses e indianos divergem sobre qual das duas culturas foi a pioneira em seu cultivo. O certo é que ambos os países a conhecem desde tempos ancestrais, há 2.000 a.C. Prova de sua importância inclusive como símbolo milenar de fertilidade e prosperidade.

Por isso, nunca deixe faltar o grão em sua casa. Antes do nível da latinha baixar, providencie quilos de reserva.

Hoje, segundo a respeitável publicação inglesa “The Oxford Companion to Food”, existem cerca de 8 mil tipos de arroz, com a maioria provindo da variedade Oryza sativa -, cultivada em mais de 110 países, inclusive nas terras gaúchas, dos Tios João, Urbanos e Bavieras da vida...

A propagação do arroz e as variedades surgiram com a meta de melhorar cada vez mais seu sabor. O grão, segundo as publicações gastronômicas, foi aparecendo aos poucos no planeta terra.

No Japão e no Oriente Médio acredita-se que tenha chegado entre 300 a.C. e 200 a.C.

Mas o “boom” surgiu muito depois, quando os japoneses conseguiram desenvolver variedades resistentes ao clima frio de Hokkaido, no Norte da terra do Sol Nascente, plantando uma variedade do arroz chinês.

Tudo pertinho para safisfazer os olhinhos puxados que preservaram segredinhos só desvendados mais tarde pelos árabes que difundiram a cultura via mundo.

Maomé, conta a excelente revista GULA, vendida em bancas de todo País, se amarrava nos grãos branquinhos passados na manteiga.

Cientes de como o profeta se sentia satisfeito depois de comer um belo prato de arroz, seus discípulos foram divulgando os nutrientes do alimento cujo consumo foi crescendo passo a passo com o islamismo na África, Espanha, Sicília e Turquia.

Risoto de abobrinha

Ingredientes

( 4 porções)

2 colheres (sopa) de óleo de oliva

1 cebola picada

40 g de pancetta picada

300 g de abobrinhas lavadas e cortadas em rodelas

350 g de arroz arborio

½ copo de vinho branco

1 litro de caldo de legumes

20 g de manteiga

½ xícara (chá) de queijo parmiggiano ralado

Salsinha picada para olvilhar

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Numa panela, aqueça uma colher de óleo de oliva, em seguida, refogue metade da cebola. Quando estiver dourada, junte a pancetta e refogue por mais alguns minutos. Coloque as rodelas de abobrinha, tempere com sal, pimenta e deixe no fogo até que fiquem cozidas, mas firmes. Desligue o fogo e reserve.

Em outra panela, refogue a cebola restante no óleo de oliva que sobrou, junte o arroz, refogue por mais alguns minutos e regue com vinho.

Espere evaporar e vá despejando o caldo aos poucos, à medida que o arroz for secando, mexendo sempre.

No final do cozimento, quando o arroz estiver pronto, acrescente a mistura de abobrinha. Tempere com a manteiga e o parmesão ralado. Polvilhe a salsinha, misture e sirva em seguida.

Rissoto angrense

Ingredientes

(6 porções)

500 g. de camarão médio limpo

500 g. de mexilhão na casca

Suco de 2 limões

Sal e pimenta-do-reino branca moída na hora a gosto

Salsinha picada

500 g. de lula cortada em rodelas

1 polvo de aproximadamente 2 kg.

5 dentes de alho picados

2 cebolas grandes

500 g. de filet de peixe

1 colher (chá) de vinagre de vinho branco

1 pimentão verde

3 xícaras de arroz

4 colheres (sopa) de óleo de oliva

4 colheres (sopa) de azeite-de-dendê

200 ml. de leite de coco

Preparo

Tempere o camarão e o mexilhão com limão, sal, pimenta-do-reino e salsinha.

Acrescente apenas sal à lula e reserve.

Prepare o polvo: coloque-o inteiro na panela de pressão com 2 colheres de azeite, 1 dente de alho amassado e 1 cebola partida em quatro pedaços. Cozinhe por 15 minutos. (Atenção: não coloque água, pois ele endurece.)

Abra a panela e retire, com uma faca pequena, a pele do polvo. Guarde a água para cozinhar o arroz. Corte-o em pedaços pequenos. Reserve.

Corte o peixe em cubinhas de 1 cm, tempere com sal, pimenta-do-reino, alho e vinagre.

Numa panela de barro, refogue o pimentão, o alho restante e a cebola picada no óleo de oliva e no dendê até que a cebola fique transparente.

Junte o arroz, o peixe e refogue rapidamente. Adicione os frutos do mar (menos o camarão e a metade dos mexilhões) e misture. Acrescente o leite de coco, a água do polvo e um pouco mais de água até cobrir o arroz. Verifique o tempero.

Cozinhe por 15 minutos em fogo baixo ou até o arroz ficar macio. Junte o camarão e o mexilhão reservados e sirva imediatamente.

Receita de Gislene Mamede, chef do hotel Blue Tree, em Angra dos Reis

Filet de Saint Peter com Risoto de Alcachofra

(Restaurante Via Castelli)

Ingredientes

230 g. de peixe Saint Peter (2 filets)

1 limão siciliano

10 g. de sal grosso triturado

70 ml de azeite extra virgem

100 g. de arroz tipo agulhinha cozido

100 g. de coração de alcachofra fatiado

20 g. de salsinha fresca picada

Dica do Chef Bolinha: caso não encontre o peixe Saint Peter, substitua por abadejo

Decoração

Cebolettes a gosto

Tomates cereja a gosto

Modo de preparo

Tempere os filets de peixe com sal e limão em uma frigideira antiaderente. Frite os peixes usando meia porção do azeite, dourando dos dois lados. Em uma frigideira convencional frite 50 g. de corações de alcachofra em 1/4 do azeite, acrescente o arroz cozido e salsinha picada. Reserve.

Aqueça o azeite restante em uma outra frigideira e coloque o restante da alcachofra. Doure e disponha sobre os filets de Saint Peter.

Montagem do prato

Coloque os filets no lado direito do prato, guarnecido do arroz com alcachofra, decorar com as cebolettes e os tomates cereja.

Risoto de leite com ervas frescas e parmesão

4 porções

1 cebola ralada

2 colheres (sopa) de manteiga

1 colher (sopa) de azeite

11/2 xícara (chá) de arroz próprio para risoto

1 litro de leite

1 colher de (sopa) de salsinha picada

1 colher (sopa) de ervas misturadas (alecrim, sálvia, manjericão e tomilho)

1/2 xícara de (chá) de queijo parmesão ralado

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Em uma panela de borda alta, refogue a cebola na manteiga e no azeite até murchar, sem dourar. Junte o arroz, o leite por aproximadamente 20 minutos, mexendo com uma colher de pau até o arroz ficar fervente para terminar o cozimento. Verifique o tempero, acrescente as ervas e o queijo ralado. Misture e sirva logo.

Paella valencia

Ingredientes

(6 porções)

12 camarões

150 ml. de óleo de oliva

6 cavaquinhas limpas

400 g. de cebola picada

150 g. de lombo de porco cortado em pedaços

150 g. de franco cortado em pedaços

300 g. de lulas cortadas em pedaços

4 colheres (sopa) de alho picado

500 g. de arroz espanhol

Bomba (adquira em importadora de alimentos)

1 litro de caldo de peixe

150 g. de vagens picadas

10 g. de açafrão espanhol

50 g. de pimentões vermelhos, fatiados, sem pele

Salsinha picada a gosto

Decoração

Mexilhões cozidos em um pouco de água com sal

Preparo

Descasque os camarões, tirando somente metade da casca.

Coloque a paellera para aquecer e despeje o óleo de oliva.

Doure os camarões e as cavaquinhas. Retire-os da paellera.

Acrescente a cebola até dourar. Depois o lombo, o frango e as lulas.

Quando dourarem, junte o alho e o arroz.

Mexa por 2 minutos e adicione o caldo de peixe.

Tempere com sal.

Incorpore as viagens e cozinhe em fogo alto até o caldo evaporar pela metade.

Coloque de volta os camarões e as cavaquinhas. Misture o açafrão, reduza o fogo e, 5 minutos antes de o arroz ficar pronto, coloque os pimentões.

Apague o fogo, pulverize com salsinha e cubra com um pano, por mais 5 minutos, para chegar ao ponto certo.

Decore a paella com os mexilhões e sirva imediatamente.

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Casamento feliz

Hoje todos os países do mundo produzem as mais diversas espécies de arroz. Na Itália, por exemplo, tem feito o maior sucesso o “riso venere” ou arroz Vênus, e na Espanha a variedade bomba, que absorve melhor o molho.

Além de gostoso e eclético, pois vai bem com tudo, o arroz é sinônimo de prosperidade e fertilidade.

Os hindus e os budistas, que crêem em reencarnação, sempre usam os grãos em cerimônias e oferendas.

E até mesmo entre os, cristãos, ele rouba a cena quando o assunto é casamento conservando-se em algumas cidades o ritual de se jogar arroz nos noivos na porta da igreja.

Afinal, a felicidade até existe. Basta acreditar!

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Tipos mais comuns

Arborio: Variedade especial para risotos

Bomba: Espanhol, usado em paellas

Parboilizado: De cor amarela, mais nutritivo que o branco

Basmati: Indiano. Tem cheiro de sândalo e é moda entre os chefs

Branco: O comum, polido, consumido diariamente com feijão

Integral: É escuro devido a presença da camada exterior abaixo da casca. É rico em fibras e vitaminas e requer cozimento mais demorado