11 de julho de 2026
Bairros

Carros e motos são os principais emissores de gases venenosos

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de muitos se preocuparem com a fumaça emitida por ônibus e caminhões movidos a diesel, são os carros e as motocicletas os grandes vilões quando o assunto é poluição. “A produção de gases venenosos está associada à queima incompleta de combustível no interior dos motores”, afirma Marcos Roberto Bormio, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

No caso de motores a óleo, a combustão incompleta quase não gera resíduos tóxicos. “O máximo que pode ocorrer é a emissão dos particulados, a famosa fumaça preta, que é composta por diesel não queimado, basicamente”, explica ele. Em Bauru atualmente, esse é o único poluente cuja emissão é fiscalizada com regularidade pela Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb).

A combustão incompleta em motores movidos a gasolina e álcool, por outro lado, gera diversos tipos de gases nocivos. O óxido de nitrogênio, por exemplo, causa ardência nos olhos. Em grande concentrações ele pode reagir na presença de moléculas de DNA, provocando mutações genéticas no organismo das pessoas, afirmam os professores Aguinaldo Robinson de Souza e Júlio Ricardo Sambrano, ambos da Unesp de Bauru.

O monóxido de carbono, outro gás produzido pela queima incompleta de combustível nos motores a gasolina, costuma ter efeitos piores: a substância pode levar à morte quando respirada em grandes quantidades.

Segundo Bormio, o uso da injeção eletrônica fez com que diminuísse bastante a emissão de poluentes pelos automóveis. “Diferente do carburador, o sistema regula a quantidade de combustível a ser utilizada pelo veículo. Quando o motor está frio, por exemplo, ele coloca mais gasolina na mistura; quando está quente, ele adiciona uma quantidade menor. Dessa forma evita-se o desperdício”, explica.

O uso de catalisadores (que impedem que grande parte dos gases venenosos sejam liberados pelos escapamentos), também colabora para que diminua a poluição gerada pelos automóveis. “Só que eles têm pouca resistência a impactos e são caros para serem substituídos, por isso muitos preferem rodar sem a peça”, diz Bormio. O preço de um catalisador novo pode chegar a R$ 1.000,00.