Bariri - Soluções simples estão sendo adotadas por prefeituras da região para resolver problemas complexos, como a poluição ao meio ambiente. Em Bariri (a 56 quilômetros de Bauru), a administração municipal quer instalar um pólo ecológico para pequenas e micros empresas que não provoquem poluição. O objetivo é investir na área industrial sem comprometer a natureza.
A idéia de criar um espaço destinado às indústrias e prestadoras de serviços da cidade é uma necessidade, enfatiza o diretor de Desenvolvimento e Turismo do município, Herberto Tavares de Lima. Segundo ele, há uma demanda de empresas precisando de espaço para crescer. “Não temos uma área nem barracões para isso”, diz.
A idéia ganhou forma com um ‘empurrãozinho’ da Câmara Municipal, que em 2004 devolveu uma verba do duodécimo, explica Lima. “O então presidente da Câmara achou que deveria dar uma destinação ao duodécimo, aquele valor mensalmente remetido à Câmara e que no final do ano é devolvido a prefeitura. Ele indicou a criação do espaço”, explica.
O dinheiro devolvido incentivou a prefeitura a procurar por uma área. “Encontramos um espaço para compra na área perimetral, na avenida Domingos Antônio Fortunato. O valor é equivalente à verba devolvida acrescido de alguns valores para a compra do terreno”, lembra.
A área total tem 160 mil metros quadrados, mas a administração pública pretende adquirir 22 mil metros quadrados para serem divididos em 22 lotes, sendo que o maior terá 1.500 metros quadrados e o menor, 380. “O pólo ecológico será misto. Vai abrigar prestação de serviços, comércio e indústria, empresas que não agridam o meio ambiente”, afirma o diretor.
O diretor de Desenvolvimento e Turismo de Bariri, Herberto Lima, é enfático em dizer que o novo pólo não vai aceitar empresas que de alguma maneira possam degredar o meio ambiente. “O tratamento de couro de Bocaina, por exemplo, não nos interessa. Eles trabalham com produtos químicos que geram resíduos”, exemplifica. Por isso, as empresas que gerem qualquer tipo de poluente lançado no ar, na água ou na terra serão recusadas no pólo ecológico, garante o diretor.
O espaço deve contemplar os micros e pequenos empresários que hoje ocupam locais acanhados. “O tamanho dos lotes já determina que só serão montadas micro ou pequenas empresas”, afirma.
De acordo com ele, em Bariri há vários empresários interessados no espaço. “Temos 560 empresas de vários tipos e portes. As empresas montadoras de calçados, por exemplo, não poluem e estão interessadas em se instalar. Tem também o pessoal que fabrica facas, chinelos, confecção de camisetas, modinha. Há vários segmentos na cidade que podem e querem ir para lá”, aponta.