Nas eleições municipais, estaduais ou federais, temos o dever de votar. Nesse ato, optamos por um candidato, conscientemente, que melhor preencha os requisitos, que avaliamos sejam os mais indicados para bem governar, pois, o vencedor exercerá o cargo por, no mínimo, quatro anos.
Considerando-se o número total de eleitores de Bauru, poderíamos ter, em tese, elegido três deputados para a Assembléia Legislativa e três para a Câmara Federal. Esse é um raciocínio simples. Existem regras e outros fatores que influenciam os resultados do pleito.
Os partidos e os interessados em disputar os cargos poderiam municiar-se de uma boa dose de humildade e exorcizar todo o egoísmo ao analisarem sem individualismo, mas, pensando no bem da coletividade para escolherem (por amostragem) e apoiarem os pré-candidatos com maiores chances de atrair os eleitores para bem representar os interesses de Bauru e região.
O político brasileiro não gosta de continuar obras ou projetos iniciados por seus adversários. Grande bobagem! Citamos, apenas, um exemplo, o viaduto que dá acesso à Vila Falcão - vejo como uma obra necessária, porém, não prioritária sobre tantas outras mais urgentes e de maior alcance social, como, por exemplo, investimentos para melhorias nas áreas da saúde, educação, lazer e esportes, especialmente nos bairros onde reside a população mais carente. Não obstante a minha opinião contrária, essa obra foi aprovada pelo Executivo e Legislativo e no estágio em que se encontrava, não deveria ter sido paralisada, uma vez que os dispêndios municipais certamente serão maiores ao serem retomadas.
As boas iniciativas devem ser seguidas, copiadas, apoiadas e aplaudidas. A oposição do poder torce para que dê tudo errado, pois assim obtém vantagens para criticar e dizer que vai fazer diferente e melhor. Esse modelo “cultural” brasileiro é pernicioso - precisa ser exterminado urgentemente.
Se o governante está indo para uma direção perigosa ou prejudicial, o papel da oposição deveria ser de alertar e apresentar o melhor caminho e não simplesmente cruzar os braços e deixar acontecer a “desgraça” para depois colher dividendos.
Recentemente assisti a uma entrevista de uma candidata vencedora num país europeu, convocar os derrotados para discutir propostas para o bem do país e de seu povo. Não é maravilhoso?!
Às vezes penso que o povo (lógico, incluo-me) não avalia a força que tem. Bauru vivenciou nos últimos anos situações políticas que mereceram uma grande mobilização popular para exigir mudanças de rumos ou até mesmo renúncia de mandato. Imaginemos 100 mil pessoas reunidas cobrando transparência, correta aplicação dos recursos públicos...
Nós podemos!
Ataídes Pereira Nogueira - RG 4.124.648