08 de julho de 2026
Geral

Monitoramento é feito por professores

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Existem em Bauru algo em torno de 163 parques infantis. Três deles estão instalados em áreas abertas, como o Parque Vitória Régia e os Bosques da Comunidade, no núcleo Geisel, próximo à Maternidade Santa Isabel. O restante está distribuído nas escolas públicas e particulares. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Educação e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo, a divisão é por igual. Ou seja, são 60 parques nas escolas públicas e mais 60 nas escolas particulares.

Com tanta criança brincando nos quatro cantos da cidade, acidentes em playgrounds acabam sendo comuns. Mas, segundo a diretora de divisão infantil da Secretaria de Educação, Sueli Shimokawa, na maior parte dos casos os ferimentos são leves e o socorro é feito na própria escola. Quando a situação exige um pouco mais de cuidado, como uma fratura, por exemplo, a direção da escola aciona o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) ou a equipe de resgate do Corpo de Bombeiros.

O monitoramento das crianças nos parques infantis das escolas geralmente é feito pelas professoras. Em três anos de trabalho com os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Leila de Fátima Alvarez Cassab, no Jardim Cruzeiro do Sul, a professora Maria Cristina Ribeiro diz não ter presenciado nenhum acidente grave.

O que mais preocupou, segundo ela, foi quando um aluno trincou o cotovelo em uma queda. O diálogo com os alunos antes de levá-los ao parque é uma medida eficiente de prevenção a acidentes, na opinião dela. “Eu sempre combino com eles os brinquedos que podem ser usados e eles costumam obedecer”, revela.

A diretora da escola, Solange Santos Ferreira dos Reis, comenta que o jardineiro faz uma espécie de “varredura” em toda a área do playground procurando pedras ou qualquer outro objeto que possa representar risco para as crianças. Além disso, é ele quem inspeciona os brinquedos para saber se está tudo em ordem.

Nos parques infantis que ficam em locais abertos, como no Vitória Régia e nos dois bosques da comunidade, a inspeção é feita pelo diretor de divisão de áreas verdes, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Paulo Felício Moreira. “Visito os parques todos os dias”, afirma ele.

Por ficar em local aberto e não contar com vigia, nem sempre é possível evitar o mau uso do playground. Segundo ele, o principal problema é quando os adultos resolvem ser crianças. Por causa do excesso de peso desses adultos, os brinquedos estão sempre quebrados. “A cada 15 ou 20 dias, temos que fazer uma manutenção geral”, diz.