10 de julho de 2026
Internacional

Estados Unidos foram arrogantes e estúpidos no Iraque, diz diplomata

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Um diplomata do Departamento de Estado dos Estados Unidos causou desconforto em Washington após declarar, ontem, à rede de televisão árabe Al-Jazeera, que existe uma forte possibilidade de a história mostrar que seu país foi arrogante e estúpido na condução da guerra ao Iraque.

“A história vai decidir qual foi o papel dos EUA”, disse Alberto Fernandez, diretor do Escritório de Imprensa e Diplomacia Pública no Escritório de Assuntos do Leste Próximo. “E Deus sabe que tentamos fazer o nosso melhor no Iraque.” “Mas eu acho que há uma grande possibilidade (...) de uma extrema crítica e porque, indubitavelmente, houve arrogância e estupidez dos EUA no Iraque”, afirmou.

“Posso apenas concluir que suas declarações devem ter sido mal traduzidas. Tais comentários obviamente não refletem nossa política”, contemporizou um alto funcionário da administração [George W.] Bush.

Fernandez deu a entrevista em árabe. “Eu sei qual é a política e qual é a censura, e nada do que eu disse não havia sido comentado anteriormente por graduados representantes do governo”, explicou o diplomata, referindo-se a um discurso feito pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em março, em Blackburn, Reino Unido.

“Tenho certeza de que serão escritas dissertações sobre os erros da administração Bush”, afirmou ela na ocasião.

Enquanto isso, Bush está reunido com seus generais para discutir mudanças na estratégia no Iraque, onde a violência explodiu nos últimos dias. Um ataque aéreo do Exército americano em Bagdá matou ontem cinco supostos insurgentes e deixou um outro gravemente ferido, informou o comando militar em comunicado.

A nota diz que o ataque, lançado na manhã de ontem, aconteceu quando os rebeldes tentavam colocar uma bomba em uma estrada no distrito de Arab Jabr, no sul da Capital. Em outubro, já morreram 76 soldados americanos no Iraque.

Na quinta-feira, o porta-voz do Exército dos EUA no Iraque, William Caldwell, anunciou que os ataques lançados pelos grupos rebeldes e terroristas que operam no Iraque tinham aumentado em 22% durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.