09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Truculência x razão


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Nesta sexta-feira, 20 de outubro, fui, acompanhado de minha namorada, ao show da banda Natiruts, marcado para às 22h, na Associação Luso Brasileira de Bauru.

Munido de duas entradas, adquiridas antecipadamente, cheguei ao local por volta de 22h15 e deparei-me com uma fila enorme e totalmente estacionada - estavam segurando a entrada, provavelmente para dar a impressão de casa lotada. Dois dias antes, já haviam sinais de má organização, pois o show havia sido cancelado e, no dia seguinte, confirmado novamente. Depois de quase duas horas de espera e tendo avançado no máximo dez metros, senti-me desrespeitado e resolvi desistir do evento, tentando reaver o dinheiro de minhas entradas. Momento em que me dirigi a um segurança da portaria, que gentilmente se propôs a me ajudar, colocando-me dentro da casa bem como minha namorada e amigos.

Fomos então recebidos por um grupo de seguranças claramente despreparados e desprovidos de educação e bom senso, que nos pressionaram a passar rápido pela revista. Foi quando me afastei um pouco de minha namorada e pedi ao segurança que esperasse alguns segundos por ela, frisando que já havia esperado duas horas na fila e, é óbvio, não queria me afastar de minha namorada e amigos. Nesse momento comecei a receber um tratamento que fez sentir-me um judeu em campo de concentração nazista durante o holocausto: um dos seguranças ordenou minha retirada do recinto e sem que eu esboçasse qualquer reação, fui agarrado pelo pescoço e braços violentamente e arremessado contra uma grade de ferro do lado de fora em meio à multidão.

Um dos organizadores do evento veio até mim, sabendo da atrocidade que acabara de ocorrer (pois em menos de um minuto eu havia entrado e sido expulso violentamente), e tentou remediar minha indignação. Pediu-me que não envolvesse a polícia e ofereceu-nos assistir ao show da ala vip como cortesia.

Eu jamais poderia aceitar tal oferta após ter sido agredido sem razão, quis apenas ser ressarcido, o que aconteceu imediatamente. Todavia, o mais importante: a identificação de meus agressores não foi possível, pois covardemente estes seguranças evadiram-se e os organizadores omitiram-se a me prestar tais informações.

Imediatamente, dirigi-me ao plantão da Polícia Civil para fazer boletim de ocorrência.

Sinceramente, espero que meus agressores sejam identificados pela polícia e devidamente punidos, sugiro uma pena como prestação de serviços à comunidade, para que eu e outros cidadãos de bem continuemos a acreditar e seguir a conduta de que a razão se sobrepõe à violência sempre.

Aproveito para agradecer ao policial militar Valmir que estava de plantão na base da Praça Portugal e aos policiais civis que prontamente me orientaram, logo ao perceber minha integridade e indignação diante aos fatos.

Vitor Carrara – triatleta – RG:29.055.107-9