É com muita tristeza que escrevemos esta nota. Ficamos muito surpresos com as declarações do prefeito Tuga no decorrer destas eleições. A postura do prefeito diante o cenário politico desenhado é lastimável.
No decorrer de sua campanha em 2004 o atual prefeito procurou, e foi procurado, pelos representantes dos movimentos sociais de Bauru. Na época tínhamos uma conjuntura de polarização programática, de um lado o programa neoliberal representado pelo tucano Caio Coube e do outro uma candidatura mais progressista representada pelo prefeito Tuga. A maioria dos movimentos sociais não teve dúvidas com quem deveriam trabalhar e saiu a campo para pedir voto no atual prefeito e denunciando as práticas costumeiras do PSDB de politicas de estado mínimo, ou seja, privatizações.
O que nos surpreende hoje é a postura do prefeito Tuga. Eleito por todos os motivos elencados acima, não tem ele o direito de esquecer todos os segmentos e classes que o apoiaram e construir um governo com pouquíssimas ações sociais e de muito pouco investimento na infraestrutura do município, não foi para isso que foi eleito.
E quando chegamos num momento decisivo do nosso país, onde temos duas candidaturas completamente opostas - de um lado todo o campo democrático popular e do outro a candidatura que representa a mão do capital internacional e o neoliberalismo no país representada pelo Alckmin - é no mínimo incompreensível o prefeito Tuga ter mais simpatia pela candidatura tucana, primeiro porque foram seus adversários programáticos em 2004 e segundo porque diverge de todo seu programa apresentado aos bauruenses naquela eleição.
Na edição do dia 18/10, o prefeito disse estar chocado com a postura do presidente Lula frente ao governo federal e a falta de respostas ao caso dossiê. Nesta altura do campeonato o prefeito lança mão de um discurso moralista, esquecendo-se que dentro de seu próprio governo teve diversos problemas, sendo que um deles foi com a Emdurb, no seu setor de coleta de lixo, onde quem chefiava era seu vice-prefeito.
Acredito que temos a obrigação neste momento de fazer o debate programático sobre qual país queremos e o que representam as duas candidaturas, temos a obrigação de saber a quem serve cada candidatura e, por experiência de décadas, sabemos muito bem A quem serve o PSDB, ao neoliberalismo e ao capital.
O prefeito municipal tem a obrigação de refletir sobre qual projeto defenderá, pois a postura tomada até agora não é condizente com todo o discurso da campanha de 2004. Prefeito Tuga, de que lado você está?
Núcleo de Juventude do Partido dos Trabalhadores - Jorge Moura - coordenador geral