08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Fumar não é vício. É opção


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Já fui fumante, fumei dos dezesseis aos quarenta e sete anos. Nessa época houve dia que eu não fumava de forma normal, pois cheguei a mastigar o fumo.

Cigarro para mim tinha que ser forte de preferência, às vezes usava aquele fumo picado para enrolar na palha, pois o de papel já não me satisfazia por completo. O cigarro de papel às vezes eu tirava o filtro para senti-lo melhor.

Às vezes eu comentava com os parentes ou com os amigos que pretendia deixar o vício, até que num dado momento, enquanto conversávamos em casa e todos os fumantes fumando ao mesmo tempo, tocando no assunto de deixar o vício, eu me decidi. Com o cigarro aceso eu falei que aquele seria o último e que nunca mais iria fumar. Nunca mais fumei.

Vejam, as vontades quase impossíveis de controlar são as seis necessárias para a vida, que são: dormir, comer, beber água, respirar, defecar e urinar. Fora disso tudo é balela.

É questão de querer ou não querer. É simplesmente da vontade própria. Para isso não há milagres: não é com promessa para santo, não há benzimento e nem remédio, quem quer fumar ou beber e quem não quer não pratica. Agora, cá entre nós: viver sem essas porcarias é bom demais, é muito melhor. Hoje eu conto com meus sessenta e três anos, bato meu futsal, meu society, uma, duas ou três vezes por semana e o resto é só alegria.

Sérgio Rubens Manduca da Silva