08 de julho de 2026
Bairros

Duque é a 2ª em número de acidentes

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Nos últimos quatro dias, ocorreram três acidentes de relativa gravidade na avenida Duque de Caxias, uma das três mais importantes vias de Bauru, ao lado da Rodrigues Alves e da Nações Unidas. As ocorrências elevam ainda mais as estatísticas, que posicionam a avenida como a segunda em quantidade de acidentes, de acordo com dados da Base de Trânsito da Polícia Militar (PM), mesmo sendo a terceira em fluxo de veículos, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb). Posição geográfica, qualidade do asfalto, velocidade alta e imprudência dos motoristas estão entre as causas dos altos índices de batidas.

Para o taxista Alexandre Dias Barbosa, o perigo é constante. Ele acredita que os próprios motoristas têm grande parcela de culpa para os elevados índices de acidentes registradas na Duque. “Existe uma disputa desnecessária de espaço. Se todos usassem a seta e o companheiro ao lado diminuísse um pouco e desse passagem, seria bem melhor”, explica o profissional se atentando aos ônibus, que param na pista da avenida para a entrada de passageiros.

Para ele, que vive diariamente o trânsito da cidade há três anos, a solução seria a construção de baias (entradas) na calçada, para a parada dos coletivos. “A calçada é larga e acredito que não atrapalharia os pedestres. Agora só resta saber se os motoristas não iriam estacionar os carros no local”, questiona Barbosa, que elogia o pavimento da avenida e aponta um gradual crescimento do fluxo de carros na via, decorrente do crescimento da zona sul.

O gerente de planejamento e operações viárias da Emdurb, Aníbal dos Santos Ramalho, concorda com as opinião do taxista. “Com o passar dos anos, aglomerações comerciais, que antes eram exclusividade da região central, chegaram também à região da Duque e da Getúlio Vargas, o que têm aumentado o número de automóveis em toda a região. Além disso, podemos constatar que, pela qualidade do asfalto e fluidez do trânsito, cada vez mais os motoristas vêm preterindo a Rodrigues, optando por utilizar a Duque”, afirma.

“Durante à noite, o sinal fica verde por 32 segundos na Duque e 18 segundos nas transversais. Durante o dia aumenta um pouco. São 55 segundos liberados na Duque para 35 segundos nas transversais. Na Rodrigues esse tempo é menor. Por isso a sensação de fluidez maior”, explica Ramalho.

Ofuscado

Segundo o supervisor da Base de Trânsito da 1ª Companhia da Polícia Militar (PM), sargento Aparecido Bento, a avenida Duque de Caxias apresenta altos índices de engavetamentos. Para ele, a incidência dos raios solares nos semáforos prejudicam a visão dos motoristas. “A via acompanha o trajeto do Sol, de leste para oeste. A incidência dos raios, tanto pela manhã quanto à tarde, ofusca as luzes provenientes dos semáforos”, alerta. Ele acredita que 70% dos veículos que passam pela avenida atravessam toda a sua extensão, provável caminho para quatro universidades da cidade (ITE, USC, USP e FIB).

Para Bento, uma solução para o problema causado pelo sol seria a instalação de semáforos semelhantes àquele localizado na avenida Getúlio Vargas, próximo ao Confiança Flex. No entanto, o gerente de planejamento e operações viárias da Emdurb, Aníbal dos Santos Ramalho, aponta obstáculos. “Os semáforos a led (diversos pontos fortes de luz) proporcionam maior visibilidade, mas o preço é muito alto. Também acredito que nenhum tipo de foco resolva os problemas relativos à incidência solar”, afirma.