10 de julho de 2026
Esportes

Renúncia: Noroestinos acham que Damião pode continuar se tiver ajuda

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O futuro do Noroeste poderá ser definido nesta quinta-feira, quando o Conselho Deliberativo (CD) do clube apreciará o pedido de renúncia apresentado pelo presidente Damião Garcia, no último fim de semana. Mas muitos noroestinos de peso, além de torcedores, acreditam que o mandatário máximo do Norusca poderá continuar no cargo.

Francisco Miraglia Simões Barbosa, o Kiko, é um dos que ainda tem esperanças de que Damião possa desistir da renúncia. Mas para Kiko, que é o presidente do Conselho Deliberativo, a solução seria Damião receber o apoio do empresariado bauruense.

“O Noroeste é um clube estruturado, da Primeira Divisão, e que precisa apenas de manutenção e investimentos para contratações. Se houver o interesse dos empresários em apoiar o atual presidente, é bem possível que a situação seja revertida”, afirmou Kiko.

Já Manoel Ferreira Marques, diretor financeiro do Noroeste, diz que qualquer ajuda será bem recebida, como placas de publicidade, contribuição financeira e aumento do quadro associativo.

“Üma ajuda logística, financeira ou até a aquisição de um camarote ou cadeira cativa”, emendou Kiko.

Damião Garcia explicou, na carta-renúncia entregue ao Conselho Deliberativo, que ficará na presidência do Noroeste até o dia 30 de novembro, sendo que a partir de 1 de dezembro o cargo estará vago.

Kiko voltou a dizer que deixa a presidência do Conselho se Damião confirmar o pedido de renúncia. A reunião extraordinária tem início previsto para às 19h desta quinta-feira. E se não houver quorum, a segunda chamada será às 20h, com qualquer número. Espera-se o comparecimento de todos os conselheiros.

Comenta-se extraoficialmente que Damião Garcia já gastou cerca de R$ 11 milhões para colocar em ordem o clube, que no segundo semestre de 2002 esteve à beira da falência, correndo o risco de ser desfiliado da Federação Paulista de Futebol.

Mais da metade desse dinheiro foi aplicado na reforma do Estádio Alfredo de Castilho e no pagamento de dívidas trabalhistas de administrações anteriores. A folha mensal do clube - jogadores, membros da comissão técnica e funcionários - foi altíssima no Paulistão deste ano, ultrapassando a casa de R$ 500 mil.