10 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Atletas querem mudanças na comissão técnica da Seleção

Por Gabriel Pelosi | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A maioria das jogadoras da Seleção Brasileira Feminina de Basquete, quarta colocada no Mundial de São Paulo, em setembro, acha que a Comissão Técnica, comandada pelo técnico Antônio Carlos Barbosa, deveria ser modificada para tocar o trabalho do ano que vem - as competições mais importantes serão os Jogos Pan-Americanos do Rio e o Pré-Olímpico.

Cabe às jogadoras que estão se desligando do grupo um posicionamento mais claro. “A maioria acha que deve mudar. A mudança tende a estimular as atletas pelo trabalho novo, por briga por posição...”, afirma Janeth. A pivô Alessandra confirma “Está na hora de dar uma renovada. Não queremos problema com a pessoa Barbosa, não é o caso, mas o basquete brasileiro está jogando do mesmo jeito há muito tempo.”

Assim que terminou o Mundial Masculino de Basquete do Japão - e o Brasil ficou em 17º lugar - o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Grego Bozikis, confirmou a continuidade do técnico Lula Ferreira no comando da equipe. Mas não procedeu da mesma forma com Barbosa e o grupo feminino, talvez temendo a repetição das críticas que recebeu ao confirmar Lula, após a pior campanha da história.

Segundo Antônio Carlos Barbosa, as atletas têm o direito de reivindicar mudanças, mas cabe à CBB avaliar o trabalho da comissão técnica da Seleção Brasileira. “Quem tem que avaliar o meu trabalho é a Confederação. Elas (jogadoras) estão no direito delas, só que eu acho que tem que ter uma renovação de jogadoras também”, afirmou.

Barbosa ainda lembrou que o tema renovação é natural ao final de competições. “Todo final de campeonato aparece esse assunto de renovação. Eu não sou só o técnico da Seleção, faço também um trabalho de supervisão em todas as categorias do basquete feminino brasileiro. Meu cargo sempre esteve à disposição da Confederação”, afirmou Barbosa, que somando suas passagens pela Seleção Brasileira de Basquete está no cargo há 19 anos.

A CBB informa que está analisando os relatórios entregues pela Comissão Técnica da Seleção Feminina. Grego já comentou que talvez não haja tempo para fazer mudanças este ano, em função do calendário apertado de 2007. “Isso seria uma desculpa”, acentua Janeth, repetindo Alessandra, de que não se trata de avaliar a pessoa do técnico Barbosa e sim o trabalho. “Se for chamado, ninguém vai se recusar a aceitar convocação para a Seleção”, afirma Janeth, observando que os resultados também são de responsabilidade da CBB e da Comissão Técnica, tanto quanto das atletas.

Barbosa tem como auxiliares-técnicos Norberto da Silva, o Borracha, Luiz Cláudio Tarallo e César Guidetti (cuida das estatísticas) e o preparador físico João Nunes.