Com a maior biodiversidade, o maior manancial de água doce e um dos mais extensos litorais do planeta, o Brasil possui um dos “quintais” mais cobiçados do mundo. Porém, com a desenfreada exploração que os homens, ilegalmente, vêm executando, nossos recursos naturais têm sido aceleradamente deteriorados. Isto porque, em busca de um rápido crescimento econômico, governantes abusam de seus poderes e destroem o meio ambiente em troca do progresso. Na Amazônia, por exemplo, a cada ano são devastados cerca de 17 mil quilômetros quadrados de florestas para a formação de pastagens. Entretanto, a pecuária emprega menos de 10% da população amazonense, causando uma queda na disponibilidade de recursos para outras atividades. Muitas famílias dependem delas: caça, pesca, extração de borracha e de frutos.
É visivelmente necessária a implantação de uma política de uso sustentável da terra com reflorestamento e manejo florestal, ações governamentais para proteger os investimentos no meio ambiente, fornecimento de serviços básicos e educação para a população e etc.
É importante, também, que se criem incentivos, leis e regulamentações que beneficiem o uso sustentável dos recursos, tornando assim, a proposta atrativa aos moradores. Vele ressaltar que um mercado maior para produtos ambientalmente corretos poderia tornar as florestas mais valiosas. Alguns países, como a Costa Rica e a Finlândia, já estão praticando tal método.
Ainda que lentamente, o Brasil tem feito progressos na promoção da preservação e do uso sustentável do patrimônio natural. Ainda assim, só restam a pífia proporção de 7% da mata Atlântica original, 15% da floresta Amazônica já foi destruída e, no cerrado, mais de 50% do bioma foi alterado de algum modo.
Visto que as desigualdades sociais são colossais, o Brasil deve aumentar a prioridade para a proteção ambiental e beneficiar o meio ambiente, que é também uma maneira efetiva de promover o imperativo progresso social.
Vivian Tragante do Ó - estudante - RG 43.467.272-5