A Agência Sebrae informa que a alta temporada, ou seja, o verão 2006-2007, deve atrair um maior número de visitantes à Estrada Real, com os mineiros, paulistas e cariocas encabeçando a lista e totalizando 90%.
O destino turístico inclui o entorno do caminho entre Paraty (RJ) e Diamantina (MG), utilizado durante o período colonial brasileiro para transportar o ouro das Minas Gerais para a Capital. Desde 2001, o percurso recebe um projeto de desenvolvimento do turismo criado pela Federação das Indústrias de Minas (Fiemg).
Os mais de 1.400 quilômetros da Estrada Real proporcionam ótimas opções de esportes, na terra, água e ar. Rios com corredeiras, fauna e flora exuberante, mata atlântica e praias do litoral fluminense fazem parte dessa viagem cada vez mais disputada.
São seis parques nacionais e 11 parques estaduais, além de muitas unidades de conservação ambiental, como a do Ribeirão do Campo, em Conceição do Mato Dentro, criada recentemente para proteger a maior cachoeira de Minas, considerada uma das mais belas do País.
As cadeias montanhosas da Mantinheira e do Espinhaço, juntas, correspondem a uma das regiões com maior número de espécies endêmicas (que só existem no local) de todo mundo e resguardam vários dos mais altos picos brasileiros.
Por todo o trecho, o turista recebe informações. São ao todo 23 núcleos compostos de cidades principais e de outras indicações localizadas no entorno e que também merecem ser conhecidas.
A Estrada Real reúne condições ideais para integrar o homem à natureza, permitindo o desfrute de momentos cada vez mais raros na correria da vida moderna. Isso explica a procura pelo trajeto.
A coordenadora dos projetos de turismo da Estrada Real do Sebrae em Minas concorda com a previsão do presidente do Instituto Estrada Real, Eberhard Aichinger: “As pessoas buscam, cada vez mais, o campo, as coisas simples, o descanso na hora de viajar”, detalha Regina Vieira. Para ela, a facilidade de acesso e o trabalho de divulgação também ajudam a atrair os visitantes.