São Paulo - O delegado da Polícia Federal (PF) Renato Sayão ouviu ontem Daniel Robert Bachmann, gerente de comunicação e marketing para jatos executivos da Embraer, como parte das investigações sobre a queda do Boeing da Gol, ocorrida dia 29 do mês passado em Mato Grosso. Bachmann estava a bordo do jato Legacy - fabricado pela Embraer -, também envolvido no acidente. Segundo a assessoria de imprensa da PF, o depoimento durou aproximadamente duas horas.
O teor não foi divulgado. Além de Bachmann, outras seis pessoas estavam na aeronave. No último dia 20, o delegado ouviu Sérgio Mauro Costa, diretor do Departamento de Ensaios da Embraer. Na ocasião, Costa informou que o jato funcionava normalmente e passou por sete testes - sendo três vôos de aceitação - antes de ser entregue à proprietária - a empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. O Legacy teria colidido com o Boeing, provocando a queda do avião da Gol, que fazia o vôo 1907. Foi o maior acidente aéreo do país, que resultou na morte dos 154 ocupantes do Boeing.
O Legacy, apesar de danos na asa, conseguiu pousar na base aérea do Cachimbo, e nenhum ocupante ficou ferido. Os pilotos do Legacy, os americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, tiveram os passaportes retidos e permanecem no Rio. Os outros quatro ocupantes do jato voltaram para os Estados Unidos. Caixa de voz Na última terça-feira, militares que trabalham na área de mata fechada onde caiu o Boeing encontraram a caixa de gravação de voz do avião, considerada peça importante nas investigações do acidente.
O equipamento será levado para a Organização Internacional de Aviação Civil, com sede no Canadá, como foi feito com a outra caixa-preta do Boeing e as do jato Legacy. A expectativa é que a caixa seja aberta na próxima segunda-feira.